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Dúvida sobre urnas não afeta voto em Flávio, diz Quaest

Uma pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), mostrou o nível de conhecimento e a reação do eleitorado brasileiro às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) em reunião com embaixadores estrangeiros, na qual o candidato à presidência da República pediu o envio de observadores internacionais e questionou a segurança das urnas eletrônicas.

Segundo o levantamento, a reunião de Flávio com representantes diplomáticos ainda é desconhecida por parte significativa da população, cerca de 68% do eleitorado.

Foto: Reprodução

Quando questionados sobre o impacto do episódio nas intenções de voto no candidato do PL, os entrevistados responderam, na sua maioria (54%), que não afeta.

Foto: Reprodução

Conhecimento da notícia varia conforme perfil ideológico

A pesquisa também identificou diferenças no grau de conhecimento sobre o episódio de acordo com o espectro político do eleitor:

  • Esquerda não lulista: 41% sabiam da notícia (59% não sabiam)
  • Direita não bolsonarista: 40% sabiam da notícia (60% não sabiam)
  • Bolsonaristas: 37% sabiam da notícia (63% não sabiam)
  • Lulistas: 29% sabiam da notícia (71% não sabiam)
  • Independentes: 25% sabiam da notícia (75% não sabiam)

Os dados indicam que eleitores de esquerda não lulista e de direita não bolsonarista apresentaram maior conhecimento sobre as declarações do que a média dos eleitores independentes.


Leia mais

Nunes Marques defende urnas eletrônicas após questionamentos de Flávio

Flávio Bolsonaro volta a questionar urnas eletrônicas e defende mais observadores internacionais nas eleições


Histórico de questionamentos ao sistema eletrônico

A fala de Flávio Bolsonaro se soma a uma sequência de episódios em que o sistema eletrônico de votação foi questionado por lideranças políticas. Em 2014, o PSDB, sob liderança de Aécio Neves após a derrota no segundo turno, solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma auditoria formal das urnas eletrônicas.

Posteriormente, o ex-presidente Jair Bolsonaro fez dos questionamentos ao sistema eletrônico um dos pontos centrais de sua atuação política, incluindo uma reunião com embaixadores em 2022. Agora, Flávio Bolsonaro voltou a acionar representantes de países estrangeiros e a pedir novas auditorias.

TSE reafirma segurança das urnas

Em resposta às críticas ao sistema, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou publicamente a segurança, a transparência e a auditabilidade do processo eletrônico.

Durante a abertura da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, Nunes Marques classificou o modelo como “patrimônio da democracia brasileira”. O ministro afirmou que a Justiça Eleitoral mantém abertura para auditores, partidos e entidades fiscalizadoras, e disse que o processo eleitoral segue padrões internacionais de segurança.

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Uma pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), mostrou o nível de conhecimento e a reação do eleitorado brasileiro às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) em reunião com embaixadores estrangeiros, na qual o candidato à presidência da República pediu o envio de observadores internacionais e questionou a segurança das urnas eletrônicas.

Segundo o levantamento, a reunião de Flávio com representantes diplomáticos ainda é desconhecida por parte significativa da população, cerca de 68% do eleitorado.

Foto: Reprodução

Quando questionados sobre o impacto do episódio nas intenções de voto no candidato do PL, os entrevistados responderam, na sua maioria (54%), que não afeta.

Foto: Reprodução

Conhecimento da notícia varia conforme perfil ideológico

A pesquisa também identificou diferenças no grau de conhecimento sobre o episódio de acordo com o espectro político do eleitor:

  • Esquerda não lulista: 41% sabiam da notícia (59% não sabiam)
  • Direita não bolsonarista: 40% sabiam da notícia (60% não sabiam)
  • Bolsonaristas: 37% sabiam da notícia (63% não sabiam)
  • Lulistas: 29% sabiam da notícia (71% não sabiam)
  • Independentes: 25% sabiam da notícia (75% não sabiam)

Os dados indicam que eleitores de esquerda não lulista e de direita não bolsonarista apresentaram maior conhecimento sobre as declarações do que a média dos eleitores independentes.


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Posteriormente, o ex-presidente Jair Bolsonaro fez dos questionamentos ao sistema eletrônico um dos pontos centrais de sua atuação política, incluindo uma reunião com embaixadores em 2022. Agora, Flávio Bolsonaro voltou a acionar representantes de países estrangeiros e a pedir novas auditorias.

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