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Governo brasileiro estuda estratégia para apoiar campanha de Kamala Harris nos EUA

Com receio de uma possível volta de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, o governo brasileiro estuda se irá oferecer auxílio formal à campanha de Kamala Harris. A vice-presidente dos EUA entrou na disputa pela Casa Branca nesta semana, após a desistência de Joe Biden em concorrer à reeleição.

De acordo com auxiliares diplomáticos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o tema é tratado com cautela no Palácio do Planalto e no Itamaraty, sob a liderança da equipe do assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim. Os mesmos auxiliares contam que receberam com “alívio” a desistência de Biden.

Além do desgaste de Biden nas últimas semanas, devido a questionamentos sobre suas condições físicas e mentais, a avaliação é de que Kamala Harris está mais em sintonia do que o presidente dos EUA com as políticas defendidas pelo governo brasileiro, que promovem “um mundo mais plural, um espaço para as mulheres e a igualdade racial”.

A crise na campanha de Biden teve início no final de junho, após um fraco desempenho em um debate contra Donald Trump. Na ocasião, ele demonstrou dificuldades em elaborar raciocínios e em rebater o candidato republicano, o que gerou críticas de atores políticos, incluindo democratas, e da imprensa norte-americana.


Leia mais:

Eleições EUA: Barack Obama declara apoio a Kamala Harris


Uma possível reeleição do democrata se tornou ainda mais distante após um atentado contra Trump. Em 13 de julho, durante um comício na Pensilvânia, ele foi atingido de raspão na orelha direita por um tiro. Desde então passou a ser visto como um símbolo de força, enquanto Biden enfrentava dúvidas sobre sua saúde.

A reviravolta na corrida eleitoral levou Biden a anunciar, no último domingo (21), que não concorreria à reeleição e expressou seu apoio a Kamala Harris. A mudança animou o governo brasileiro, que estava preocupado com o crescimento de Trump. Uma eventual vitória do aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é vista como uma “tragédia para o Brasil”.

Lula até mesmo chegou a afirmar que o político republicano “iria tentar tirar proveito” do episódio. “Aquela foto dele com o braço erguido, aquilo se fosse encomendado não saía melhor. Mas, de qualquer forma, ele vai explorar isso, e cabe aos democratas encontrar um jeito de não permitir que isso seja a razão pela qual ele possa ter votos”, afirmou em entrevista à TV Record.

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Com receio de uma possível volta de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, o governo brasileiro estuda se irá oferecer auxílio formal à campanha de Kamala Harris. A vice-presidente dos EUA entrou na disputa pela Casa Branca nesta semana, após a desistência de Joe Biden em concorrer à reeleição.

De acordo com auxiliares diplomáticos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o tema é tratado com cautela no Palácio do Planalto e no Itamaraty, sob a liderança da equipe do assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim. Os mesmos auxiliares contam que receberam com “alívio” a desistência de Biden.

Além do desgaste de Biden nas últimas semanas, devido a questionamentos sobre suas condições físicas e mentais, a avaliação é de que Kamala Harris está mais em sintonia do que o presidente dos EUA com as políticas defendidas pelo governo brasileiro, que promovem “um mundo mais plural, um espaço para as mulheres e a igualdade racial”.

A crise na campanha de Biden teve início no final de junho, após um fraco desempenho em um debate contra Donald Trump. Na ocasião, ele demonstrou dificuldades em elaborar raciocínios e em rebater o candidato republicano, o que gerou críticas de atores políticos, incluindo democratas, e da imprensa norte-americana.


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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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