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Investigados por tráfico e lavagem passaram por gabinetes de vereadores; políticos se manifestam 

Três integrantes do grupo investigado por atuar de forma estruturada em crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional estiveram lotados em gabinetes parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM) entre 2020 e 2024.

As informações constam no Diário Oficial Eletrônico Legislativo Municipal, consultado pela Rede Onda Digital nesta sexta-feira (20/2).

Em 2020, conforme o Ato da Presidência nº 25/2020 – VG-DG, publicado durante a gestão do então presidente Joelson Sales Silva, o nome de Josafá de Figueiredo Silva aparece como nomeado e gratificado no cargo de Assistente Parlamentar Comissionado (APC-1) no gabinete do vereador Raulzinho (MDB).

Segundo a polícia, Josafá atuava como elo entre o núcleo político e a organização criminosa.

Já em 2022, no Diário Oficial Eletrônico Legislativo Municipal assinado pelo então presidente da Casa, David Valente Reis, consta a nomeação de Nubia Rafaela Silva de Oliveira como APC-1, também com gratificação, no gabinete do então vereador Elissandro Bessa (PSB). Atualmente, ele não exerce mais mandato parlamentar.

De acordo com as investigações, Nubia atuava como advogada do grupo e trabalhava em conjunto com Lucila Costa Meireles para dificultar o andamento das apurações.

Outro nome citado nos documentos é o de Lucila Meireles Costa. No Ato da Presidência nº 21/2024, assinado pelo então presidente Caio André Pinheiro de Oliveira (UB), consta sua exoneração do cargo de APC-4 em 2024. Ela foi presa fora do Amazonas e também é apontada como integrante do núcleo político da organização.


Saiba mais: 

Operação Erga Omnes: Prefeitura de Manaus diz que não é alvo das investigações

Saiba quem são os investigados da operação em que ex-assessores parlamentares e do Poder Judiciário estão envolvidos


RESPOSTAS

A Rede Onda Digital entrou em contato com os vereadores Rodrigo Guedes (PP) e Raulzinho (MDB), além do ex-vereador Elissandro Bessa, para obter esclarecimentos sobre a contratação dos assessores no período indicado nos documentos oficiais e o eventual envolvimento deles nas investigações da operação policial.

Em nota, Guedes informou que Lucila atuou em seu gabinete entre 2022 e maio de 2024, na elaboração de documentos legislativos, e que não integra mais a equipe. Segundo ele, a contratação ocorreu em razão da experiência prévia da assessora em gabinetes dos ex-vereadores Dante, Isaac Tayah e Homero de Miranda Leão, bem como dos ex-deputados Bi Garcia e Arthur Bisneto, exercendo a mesma função.

“À época, apresentou-se como bacharel em Direito e, conforme exigência legal, apresentou certidão de antecedentes criminais sem registros, não sendo possível saber previamente sobre eventuais condutas individuais indecorosas ou criminosas. Seu desligamento ocorreu por não atender às exigências técnicas e funcionais naquele momento, sem qualquer relação ou sequer suspeita com os fatos atualmente apurados”, informou o parlamentar.

Também por meio de nota, Elissandro Bessa afirmou que a contratação de Nubia se restringiu às funções designadas no gabinete parlamentar, sem qualquer relação com os fatos investigados.

“A ex-assessora parlamentar citada na referida operação exercia, exclusivamente, funções de natureza técnica e jurídica no âmbito do gabinete, sem qualquer atribuição político-partidária ou atuação externa em meu nome. Sua contratação limitava-se à prestação de serviços de assessoria jurídica institucional. Ressalto que eventuais condutas praticadas fora das dependências do gabinete, sem relação com as atribuições funcionais para as quais foi designada, são de responsabilidade pessoal e exclusiva da referida profissional, não havendo qualquer nexo com minha atuação parlamentar ou com as atividades institucionais sob minha responsabilidade”, declarou.

Tanto Guedes quanto Bessa reafirmaram compromisso com a transparência e a legalidade, colocando-se à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

Procurado por meio da assessoria de comunicação, o vereador Raulzinho (MDB) informou que não pretende se manifestar neste momento e que deverá se pronunciar em sessão plenária na segunda-feira (23/02).

OPERAÇÃO

A apuração da reportagem sobre a trajetória dos ex-assessores teve início após a deflagração da Operação Erga Omnes, realizada na manhã desta sexta-feira (20/02) pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

Segundo as investigações, a organização criminosa mantinha um núcleo com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

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Três integrantes do grupo investigado por atuar de forma estruturada em crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional estiveram lotados em gabinetes parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM) entre 2020 e 2024.

As informações constam no Diário Oficial Eletrônico Legislativo Municipal, consultado pela Rede Onda Digital nesta sexta-feira (20/2).

Em 2020, conforme o Ato da Presidência nº 25/2020 – VG-DG, publicado durante a gestão do então presidente Joelson Sales Silva, o nome de Josafá de Figueiredo Silva aparece como nomeado e gratificado no cargo de Assistente Parlamentar Comissionado (APC-1) no gabinete do vereador Raulzinho (MDB).

Segundo a polícia, Josafá atuava como elo entre o núcleo político e a organização criminosa.

Já em 2022, no Diário Oficial Eletrônico Legislativo Municipal assinado pelo então presidente da Casa, David Valente Reis, consta a nomeação de Nubia Rafaela Silva de Oliveira como APC-1, também com gratificação, no gabinete do então vereador Elissandro Bessa (PSB). Atualmente, ele não exerce mais mandato parlamentar.

De acordo com as investigações, Nubia atuava como advogada do grupo e trabalhava em conjunto com Lucila Costa Meireles para dificultar o andamento das apurações.

Outro nome citado nos documentos é o de Lucila Meireles Costa. No Ato da Presidência nº 21/2024, assinado pelo então presidente Caio André Pinheiro de Oliveira (UB), consta sua exoneração do cargo de APC-4 em 2024. Ela foi presa fora do Amazonas e também é apontada como integrante do núcleo político da organização.


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RESPOSTAS

A Rede Onda Digital entrou em contato com os vereadores Rodrigo Guedes (PP) e Raulzinho (MDB), além do ex-vereador Elissandro Bessa, para obter esclarecimentos sobre a contratação dos assessores no período indicado nos documentos oficiais e o eventual envolvimento deles nas investigações da operação policial.

Em nota, Guedes informou que Lucila atuou em seu gabinete entre 2022 e maio de 2024, na elaboração de documentos legislativos, e que não integra mais a equipe. Segundo ele, a contratação ocorreu em razão da experiência prévia da assessora em gabinetes dos ex-vereadores Dante, Isaac Tayah e Homero de Miranda Leão, bem como dos ex-deputados Bi Garcia e Arthur Bisneto, exercendo a mesma função.

“À época, apresentou-se como bacharel em Direito e, conforme exigência legal, apresentou certidão de antecedentes criminais sem registros, não sendo possível saber previamente sobre eventuais condutas individuais indecorosas ou criminosas. Seu desligamento ocorreu por não atender às exigências técnicas e funcionais naquele momento, sem qualquer relação ou sequer suspeita com os fatos atualmente apurados”, informou o parlamentar.

Também por meio de nota, Elissandro Bessa afirmou que a contratação de Nubia se restringiu às funções designadas no gabinete parlamentar, sem qualquer relação com os fatos investigados.

“A ex-assessora parlamentar citada na referida operação exercia, exclusivamente, funções de natureza técnica e jurídica no âmbito do gabinete, sem qualquer atribuição político-partidária ou atuação externa em meu nome. Sua contratação limitava-se à prestação de serviços de assessoria jurídica institucional. Ressalto que eventuais condutas praticadas fora das dependências do gabinete, sem relação com as atribuições funcionais para as quais foi designada, são de responsabilidade pessoal e exclusiva da referida profissional, não havendo qualquer nexo com minha atuação parlamentar ou com as atividades institucionais sob minha responsabilidade”, declarou.

Tanto Guedes quanto Bessa reafirmaram compromisso com a transparência e a legalidade, colocando-se à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

Procurado por meio da assessoria de comunicação, o vereador Raulzinho (MDB) informou que não pretende se manifestar neste momento e que deverá se pronunciar em sessão plenária na segunda-feira (23/02).

OPERAÇÃO

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