O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante a sabatina na TV Globo desta quinta-feira (28), nunca ter visto a empresária e lobista Roberta Luchsinger.
Questionado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre a mulher citada em investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, o presidente foi enfático: “não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, ela nunca esteve próxima de mim.”
A declaração, no entanto, contrasta com fotos publicadas nas redes sociais da própria lobista.
Fotos e mensagens contradizem versão do presidente
Nas redes sociais de Luchsinger, ao menos três fotos com Lula foram publicadas em 2022. Embora divulgadas no mesmo ano, as imagens parecem registrar ocasiões diferentes.
Nas legendas, a empresária chamou uma das publicações de “foto da esperança”, defendeu o voto em Lula no primeiro turno e, em outro registro, desejou feliz aniversário ao petista. As postagens sugerem um relacionamento que vai além de um encontro protocolar.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal e divulgadas pela revista Veja também mostram Luchsinger relatando uma conversa com Lula. Segundo os diálogos, que constam em relatório da PF, ela afirmou que o petista teria perguntado onde ela queria ficar, em possível referência a um cargo no governo.
A empresária também descreveu relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em uma das mensagens, escreveu: “Fábio e eu somos uma coisa só. Se um fala, todos vão. A gente é mesmo irmão, sabe.”
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Lula diz que não protegerá o filho
A investigação apura se Lulinha atuou para influenciar decisões do governo. O inquérito trata de suspeitas de tráfico de influência em favor de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o Ministério da Saúde para venda de cannabis medicinal.
Durante a sabatina, Lula afirmou que não protegerá o filho caso ele tenha cometido algum ilícito. “Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse o presidente, garantindo que não haverá “um milímetro de movimento” da Presidência para protegê-lo.
Lula classificou as suspeitas envolvendo Lulinha como ilações tiradas de telefonemas. Ao lembrar as acusações que enfrentou durante a Lava Jato, defendeu que a apuração siga seu curso: “O caminho é um só, é o da investigação, ou da inocência ou da condenação.”
As declarações do presidente ocorrem em meio ao avanço das investigações que miram seu entorno familiar.




