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Lula diz que meta fiscal “dificilmente” chegará a zero em 2024

O presidente Lula (PT) descartou hoje a meta fiscal de déficit zero para 2024, uma das principais bandeiras do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para o ano que vem.

Em café da manhã com jornalistas, o presidente disse que ela “dificilmente será cumprida” e que não irá cortar investimentos para cumpri-la. O arcabouço fiscal, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso, estabelece uma meta de resultado primário zero para o próximo ano, com margem de tolerância de 0,25%.

“Quero dizer para vocês que nós dificilmente chegaremos à meta zero, até porque não quero fazer cortes em investimentos de obras. Se o Brasil tiver um déficit de 0,5%, o que é? De 0,25%, o que é? Nada. Praticamente nada. Então nós vamos tomar a decisão correta e vamos fazer aquilo que vai ser melhor para o Brasil”, disse Lula.

Segundo o presidente, 2024 será “um ano difícil” e não se pode ignorar isso.

“Por conta da queda dos investimentos da China, da queda do crescimento da China, do aumento de juros na taxa de juros americana”, justificou.


Leia mais:

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Zerar a meta tem sido uma das principais lutas de Haddad, que já admitiu ser “difícil”, mas nunca falou em descumprimento. Em setembro, o governo reduziu a estimativa de déficit neste ano, mas ainda assim deve fazer um bloqueio de mais R$ 600 milhões para cumprir a meta fiscal.

Lula disse ainda que tudo o que o governo puder fazer para cumprir a meta fiscal vai ser feito, mas ponderou que “ela não precisa ser zero”. Ele chamou o mercado financeiro de “ganancioso” e descartou cortar investimentos para atingir a meta.

“A gente não precisa disso. Eu não vou estabelecer uma meta fiscal que me obrigue a começar o ano fazendo corte de bilhões nas obras que são prioritárias para esse país. Então eu acho que muitas vezes o mercado é ganancioso demais e fica cobrando uma meta que eles sabem que não vai ser cumprida”.

Lula previu 2024 como um “ano difícil” e já pediu medidas para a equipe econômica.

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O presidente Lula (PT) descartou hoje a meta fiscal de déficit zero para 2024, uma das principais bandeiras do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para o ano que vem.

Em café da manhã com jornalistas, o presidente disse que ela “dificilmente será cumprida” e que não irá cortar investimentos para cumpri-la. O arcabouço fiscal, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso, estabelece uma meta de resultado primário zero para o próximo ano, com margem de tolerância de 0,25%.

“Quero dizer para vocês que nós dificilmente chegaremos à meta zero, até porque não quero fazer cortes em investimentos de obras. Se o Brasil tiver um déficit de 0,5%, o que é? De 0,25%, o que é? Nada. Praticamente nada. Então nós vamos tomar a decisão correta e vamos fazer aquilo que vai ser melhor para o Brasil”, disse Lula.

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“A gente não precisa disso. Eu não vou estabelecer uma meta fiscal que me obrigue a começar o ano fazendo corte de bilhões nas obras que são prioritárias para esse país. Então eu acho que muitas vezes o mercado é ganancioso demais e fica cobrando uma meta que eles sabem que não vai ser cumprida”.

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