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Lula diz que filho responderá à Justiça sem privilégios caso seja investigado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (30/7) que não usará o cargo para proteger o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, caso ele seja formalmente investigado. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a Polícia Federal a abrir um inquérito para apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu fui. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, declarou Lula.

O presidente afirmou que ajudará o filho caso ele demonstre não ter cometido irregularidades, mas ressaltou que Lulinha deverá responder normalmente à Justiça se as suspeitas avançarem. “Se ele estiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Ele sabe, então não tem o direito de errar”, afirmou.


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Lula também disse que o filho, que está na Espanha, retornará ao Brasil se for chamado pelas autoridades. “Se for julgado, ele virá para cá. Não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar meu cargo para protegê-lo. Ele vai ter que provar que é inocente, como eu provei. E, se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra”, acrescentou.

Ao recordar os efeitos da Operação Lava Jato sobre sua família, Lula declarou que Lulinha acompanhou as acusações enfrentadas por ele e afirmou que a ex-primeira-dama Marisa Letícia “morreu por causa da Lava Jato”. Marisa morreu em 2017, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), enquanto o petista era investigado pela operação.

A Polícia Federal pretende apurar se Lulinha teria atuado para favorecer interesses do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em tratativas relacionadas à comercialização de medicamentos à base de cannabis em programas vinculados ao Ministério da Saúde. A autorização do STF permite a abertura do inquérito, mas as suspeitas ainda serão investigadas e não representam comprovação de crime.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (30/7) que não usará o cargo para proteger o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, caso ele seja formalmente investigado. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a Polícia Federal a abrir um inquérito para apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu fui. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, declarou Lula.

O presidente afirmou que ajudará o filho caso ele demonstre não ter cometido irregularidades, mas ressaltou que Lulinha deverá responder normalmente à Justiça se as suspeitas avançarem. “Se ele estiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Ele sabe, então não tem o direito de errar”, afirmou.


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