A Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou nesta sexta-feira (16) que desativou por engano a conta de anúncios da campanha de Lula (PT). Segundo a companhia, o bloqueio ocorreu em 23 de setembro, durou pouco mais de uma hora e não teve motivação política.
A declaração foi divulgada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar que a empresa não interfira na distribuição de conteúdos eleitorais de Lula e Flávio Bolsonaro (PL) até o fim do segundo turno. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 500 mil.
Anúncio foi classificado como possível fraude
Em nota, a Meta explicou que a conta foi desativada após um anúncio ser classificado como possível tentativa de se passar por um programa social do governo, durante uma análise mais ampla de combate a fraudes.
“A análise antifraude incorreta feita sobre este anúncio foi adotada no âmbito de um acordo firmado em 13 de abril de 2026 com a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater golpes envolvendo programas federais”, declarou a empresa.
Leia mais
PoderData aponta empate entre Lula e Flávio com 50% dos votos válidos
TSE proíbe Meta de limitar alcance de postagens de Lula e Flávio
Meta reconhece falhas técnicas e em ferramenta de IA
A Meta também reconheceu falhas técnicas em ferramentas de anúncios e na contagem de visualizações de vídeos. Sobre a inteligência artificial, admitiu uma falha nas proteções que permitiu a criação de materiais que favoreciam Flávio Bolsonaro.
A empresa negou direcionamento político e afirmou que suas regras são aplicadas igualmente a todas as candidaturas.
