O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma nova investigação sobre o conteúdo extraído dos celulares do advogado Frederick Wassef, apreendidos no âmbito do inquérito que apura o suposto desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão prevê que a análise do material seja feita sob sigilo. O motivo da nova apuração não foi divulgado.
Informações “fortuitas” motivam apuração separada
Em março, a Polícia Federal havia informado ter encontrado nos aparelhos informações classificadas como “fortuitas”, sem relação direta com o caso principal, o que exigiria análise em procedimento separado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se a favor da investigação dos dados adicionais. Segundo o órgão, o objetivo é verificar possíveis hipóteses de crime sem ligação com o inquérito das joias.
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Entenda o caso
O caso das joias começou a ser investigado pela Polícia Federal em 2023, após a revelação de que presentes de alto valor recebidos pelo então presidente Bolsonaro durante viagens oficiais ao exterior teriam sido desviados, com tentativas de incorporação ao acervo pessoal ou de comercialização.
Frederick Wassef e o próprio ex-presidente já foram indiciados no inquérito. Outras dez pessoas também foram citadas no caso, entre elas o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o advogado Fabio Wajngarten e ex-integrantes do governo Bolsonaro.
PGR havia defendido arquivamento do caso principal
Em manifestação anterior, a PGR chegou a defender o arquivamento do inquérito principal. O órgão argumentou que a ausência de lei específica sobre a titularidade de presentes recebidos por presidentes, se do Estado ou do próprio chefe do Executivo, dificultaria a responsabilização criminal.
