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“Não se faz uma estrada no meio da floresta virgem apenas para passear de carro”, diz Marina Silva sobre BR-319

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, participou nesta segunda-feira (27/11) da CPI das ONG’s, e teve uma discussão acalorada com o presidente da comissão, senador Plínio Valério (PSDB-AM), quando o assunto em questão foi a pavimentação da BR-319.

Saiba mais:

“Isso aqui não é a COP. Isso aqui é a CPI das ONG”, diz Plínio a Marina em meio a discussão

Marina defende que a estrada, que liga a Manaus a Porto Velho, precisa de viabilidade econômica. Ressaltou que a pavimentação ainda não foi feita porque não existe um projeto que englobe todas as esfesras.

“Um projeto tem que ser avaliado do ponto de vista do ponto de vista econômico, do ponto de vista social, do ponto de vista ambiental. A estrada não foi feita porque é uma estrada difícil. De provar a viabilidade econômica, a viabilidade. A viabilidade social, não tenho dúvida que as pessoas querem o direito de ir e vir”, disse Marina.

“Mas a viabilidade econômica e ambiental, a não ser que seja para converter as áreas de mais de 400km de floresta virgem em outro tipo de atividade, não tem viabilidade. Socialmente até a gente entende, agora ambientalmente e economicamente, não se faz uma estrada de 400km no meio da floresta virgem apenas para passear de carro, se não tiver associado a um projeto produtivo“, completou Marina.

 

Veja o vídeo da discussão entre Marina Silva e Plínio Valério:

A ministra disse ainda, no vídeo, que somente de ter anunciado um possivel conclusão da estrada (asfaltamento), sem citar fontes, disse que aumentou em 110% o desmatamento nas proximidades.

O senador Plínio Valério, por outro lado, disse que não é preciso derubar árvore no entorno da estrada. Segundo ele, a estrada já existe e que precisa apenas ser asfaltada. Disse ainda que, relação ao desmatamento, obrigação do governo coibir.

“Se derrubar uma árvore, eu largo o meu mandato. Se derrubar uma árvore no trajeto, no trajeto que existe. A estrada está pronta. Brasil, a estrada está pronta. Agora no verão está passando mais de 100 ônibus diariamente, lá no Castanho, que é o caminho. Agora que o verão permite. Então “ah, vai derrubar…”. É o Estado declarando a sua incompetência e inoperância. “Ah, vai desmatar no entorno”. Quem é responsável por deixar desmatar no entorn? Hoje tem lá o desmatamento no inverno. Ninguém chega lá para coibir. Uma queimada. Sabe porquê? Porque não chega. E se houvesse asfalto, chegaria. Carros, aviões chegariam lá”, completou.

Foto: Marcos Oliveira

A BR-319

No último dia 18 de novembro, O governo federal criou um grupo de trabalho para apresentar estudos e propostas que promovam a discussão de soluções de otimização da infraestrutura da rodovia BR-319, com cerca de 900km.

Construída durante a ditadura militar, no início dos anos 1970, a via foi abandonada na década seguinte e costuma ficar intransitável entre dezembro e maio por conta do lamaçal do período chuvoso.

A portaria foi publicada no Diário Oficial da União. Ela determina que a equipe deve se reunir a cada 20 dias e ser composta por integrantes de secretarias executivas do Ministério dos Transportes, do Departamento de Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Infra S.A. O prazo de funcionamento do grupo de trabalho é de noventa dias, podendo ser prorrogado por igual período.

A pavimentação do meio da rodovia, que é a única conexão terrestre da capital do Amazonas com o restante do país, é apoiada pelo governo do estado e por parlamentares, mas preocupa pesquisadores da área ambiental, pelos elevados impactos que o asfaltamento pode causar em uma das regiões mais bem preservadas do bioma amazônico.

*com informações de O Globo

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, participou nesta segunda-feira (27/11) da CPI das ONG’s, e teve uma discussão acalorada com o presidente da comissão, senador Plínio Valério (PSDB-AM), quando o assunto em questão foi a pavimentação da BR-319.

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“Isso aqui não é a COP. Isso aqui é a CPI das ONG”, diz Plínio a Marina em meio a discussão

Marina defende que a estrada, que liga a Manaus a Porto Velho, precisa de viabilidade econômica. Ressaltou que a pavimentação ainda não foi feita porque não existe um projeto que englobe todas as esfesras.

“Um projeto tem que ser avaliado do ponto de vista do ponto de vista econômico, do ponto de vista social, do ponto de vista ambiental. A estrada não foi feita porque é uma estrada difícil. De provar a viabilidade econômica, a viabilidade. A viabilidade social, não tenho dúvida que as pessoas querem o direito de ir e vir”, disse Marina.

“Mas a viabilidade econômica e ambiental, a não ser que seja para converter as áreas de mais de 400km de floresta virgem em outro tipo de atividade, não tem viabilidade. Socialmente até a gente entende, agora ambientalmente e economicamente, não se faz uma estrada de 400km no meio da floresta virgem apenas para passear de carro, se não tiver associado a um projeto produtivo“, completou Marina.

 

Veja o vídeo da discussão entre Marina Silva e Plínio Valério:

A ministra disse ainda, no vídeo, que somente de ter anunciado um possivel conclusão da estrada (asfaltamento), sem citar fontes, disse que aumentou em 110% o desmatamento nas proximidades.

O senador Plínio Valério, por outro lado, disse que não é preciso derubar árvore no entorno da estrada. Segundo ele, a estrada já existe e que precisa apenas ser asfaltada. Disse ainda que, relação ao desmatamento, obrigação do governo coibir.

“Se derrubar uma árvore, eu largo o meu mandato. Se derrubar uma árvore no trajeto, no trajeto que existe. A estrada está pronta. Brasil, a estrada está pronta. Agora no verão está passando mais de 100 ônibus diariamente, lá no Castanho, que é o caminho. Agora que o verão permite. Então “ah, vai derrubar…”. É o Estado declarando a sua incompetência e inoperância. “Ah, vai desmatar no entorno”. Quem é responsável por deixar desmatar no entorn? Hoje tem lá o desmatamento no inverno. Ninguém chega lá para coibir. Uma queimada. Sabe porquê? Porque não chega. E se houvesse asfalto, chegaria. Carros, aviões chegariam lá”, completou.

Foto: Marcos Oliveira

A BR-319

No último dia 18 de novembro, O governo federal criou um grupo de trabalho para apresentar estudos e propostas que promovam a discussão de soluções de otimização da infraestrutura da rodovia BR-319, com cerca de 900km.

Construída durante a ditadura militar, no início dos anos 1970, a via foi abandonada na década seguinte e costuma ficar intransitável entre dezembro e maio por conta do lamaçal do período chuvoso.

A portaria foi publicada no Diário Oficial da União. Ela determina que a equipe deve se reunir a cada 20 dias e ser composta por integrantes de secretarias executivas do Ministério dos Transportes, do Departamento de Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Infra S.A. O prazo de funcionamento do grupo de trabalho é de noventa dias, podendo ser prorrogado por igual período.

A pavimentação do meio da rodovia, que é a única conexão terrestre da capital do Amazonas com o restante do país, é apoiada pelo governo do estado e por parlamentares, mas preocupa pesquisadores da área ambiental, pelos elevados impactos que o asfaltamento pode causar em uma das regiões mais bem preservadas do bioma amazônico.

*com informações de O Globo

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