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Onda Digital realiza debate sobre armamento e destruição em Brasília

Delegado da Polícia Civil João Tayah e advogado Daniel Tavares expuseram pontos de vista de esquerda e de direita em debate.

O programa Fiscaliza Geral da Onda Digital promoveu hoje um debate sobre o tema do armamento, polarizador e controverso atualmente dentro da sociedade brasileira. Os participantes foram o delegado da Polícia Civil João Tayah, coordenador do movimento de policiais antifascismo do Amazonas, e o advogado Daniel Tavares, especialista em segurança pública e atirador.

Antes, os debatedores comentaram sobre os atos da vandalismo e destruição ocorridos em Brasília no último domingo. Tayah disse:

“Os que estiveram em Brasília no domingo cometeram pelo menos 4 crimes: associação criminosa, resistência qualificada porque agentes da polícia tentaram fazer seus trabalhos e não conseguiram, golpe de estado porque queriam abolir o estado democrático de direito, e o de dano qualificado”.

Tavares respondeu:

“Houve sim um excesso de criminosos infiltrados nas manifestações. Não me considero bolsonarista, sou defensor dos valores conservadores e da direita como um todo. Me considero até mais libertário do que de direita. A grande maioria que está lá não é de bolsonaristas, são pessoas que acreditam nos respeitos às liberdades individuais e aos princípios do conservadorismo. Ninguém é a favor de depredação do patrimônio público”.


Leia mais:

“Temos que condenar essas ações”, diz Menezes após atos em Brasília

1.500 pessoas são levadas à PF após desocupação de acampamento em Brasília


A respeito do tema do armamento, Tayah declarou:

“O debate sobre armamento no Brasil é uma cortina de fumaça criada por Bolsonaro para tirar de si próprio a responsabilidade de cuidar da segurança pública. E sou contra porque gosto de seguir experiências que deram certo no restante do mundo. Em nenhum país desenvolvido com bons índices de segurança, o armamento é disponibilizado de forma fácil à população. Países que tiveram sucesso no combate à criminalidade não permitem acesso fácil das pessoas a armas, como o Japão e países nórdicos. Imagine o que teria acontecido em Brasília no domingo se o ministro Alexandre de Moraes não tivesse restringido o porte de armas no período em que essas manifestações iriam ocorrer”.

Tavares respondeu:

“Essa associação entre armas e segurança pública que o delegado fez é típica da esquerda. É uma falácia, porque quando um pai de família quer ter uma arma em casa, ele não quer fazer segurança pública. Ele quer defender a sua família, apenas isso. A polícia e o estado não são onipresentes. Ele quer prover segurança para a família do mesmo modo que é ter um extintor de incêndio. No Brasil nos últimos 3 anos, o número de armas de fogo registradas aumentou em 2000%. E aconteceu o bangue-bangue que a esquerda tanto teme? Não, em 26 anos o número de mortes por armas de fogo nunca foram tão baixos. São dados oficiais do Governo Federal e do anuário de segurança pública nacional”.

O debate pode ser assistido completo clicando aqui.

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O programa Fiscaliza Geral da Onda Digital promoveu hoje um debate sobre o tema do armamento, polarizador e controverso atualmente dentro da sociedade brasileira. Os participantes foram o delegado da Polícia Civil João Tayah, coordenador do movimento de policiais antifascismo do Amazonas, e o advogado Daniel Tavares, especialista em segurança pública e atirador.

Antes, os debatedores comentaram sobre os atos da vandalismo e destruição ocorridos em Brasília no último domingo. Tayah disse:

“Os que estiveram em Brasília no domingo cometeram pelo menos 4 crimes: associação criminosa, resistência qualificada porque agentes da polícia tentaram fazer seus trabalhos e não conseguiram, golpe de estado porque queriam abolir o estado democrático de direito, e o de dano qualificado”.

Tavares respondeu:

“Houve sim um excesso de criminosos infiltrados nas manifestações. Não me considero bolsonarista, sou defensor dos valores conservadores e da direita como um todo. Me considero até mais libertário do que de direita. A grande maioria que está lá não é de bolsonaristas, são pessoas que acreditam nos respeitos às liberdades individuais e aos princípios do conservadorismo. Ninguém é a favor de depredação do patrimônio público”.


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“O debate sobre armamento no Brasil é uma cortina de fumaça criada por Bolsonaro para tirar de si próprio a responsabilidade de cuidar da segurança pública. E sou contra porque gosto de seguir experiências que deram certo no restante do mundo. Em nenhum país desenvolvido com bons índices de segurança, o armamento é disponibilizado de forma fácil à população. Países que tiveram sucesso no combate à criminalidade não permitem acesso fácil das pessoas a armas, como o Japão e países nórdicos. Imagine o que teria acontecido em Brasília no domingo se o ministro Alexandre de Moraes não tivesse restringido o porte de armas no período em que essas manifestações iriam ocorrer”.

Tavares respondeu:

“Essa associação entre armas e segurança pública que o delegado fez é típica da esquerda. É uma falácia, porque quando um pai de família quer ter uma arma em casa, ele não quer fazer segurança pública. Ele quer defender a sua família, apenas isso. A polícia e o estado não são onipresentes. Ele quer prover segurança para a família do mesmo modo que é ter um extintor de incêndio. No Brasil nos últimos 3 anos, o número de armas de fogo registradas aumentou em 2000%. E aconteceu o bangue-bangue que a esquerda tanto teme? Não, em 26 anos o número de mortes por armas de fogo nunca foram tão baixos. São dados oficiais do Governo Federal e do anuário de segurança pública nacional”.

O debate pode ser assistido completo clicando aqui.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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