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EXCLUSIVO – Plínio Valério abre o jogo sobre polêmica com Marina Silva: “Eu não posso pedir desculpas”

Plínio argumentou que sua fala foi distorcida e que a polêmica foi inflada por grupos que monitoram sua atuação

Em entrevista exclusiva ao programa Tribuna Livre, da Rede Onda Digital, nesta quinta-feira (20/03), o senador Plínio Valério (PSD) comentou sobre a recente polêmica envolvendo ele e a minsitra do Meio Ambiente, Marina Silva. Em sua defesa, o paramentar alegou que a repercussão do caso foi orquestrada por ONGs ambientalistas que, segundo ele, o perseguem.

Plínio argumentou que sua fala foi distorcida e que a polêmica foi inflada por grupos opositores que monitoram sua atuação.

“Eles estavam de olho em mim. Se fosse qualquer outro senador, não teria essa repercussão. As ONGs ambientalistas pagam observatórios, blogs e portais, vasculham tudo […] Eu cometi essa expressão de falar ‘enforcar’ e pegaram isso […] Agora, imagina um senador da República querer matar a ministra Marina Silva enforcada. Isso é força de expressão”, defendeu-se.

O parlamentar ainda reforçou que sua intenção era criticar a postura da ministra em relação à Amazônia.

“A ideia era dizer que ela é inimiga do Amazonas, que condena as pessoas. O Amazonas não é Brasil para essa gente. A ideia é que todos nós estamos chateados com ela, todos nós amazonenses temos problemas com a Marina […] Se me perguntarem se eu reconheço que fui infeliz, eu diria que sim. Mas se perguntarem se eu diria de novo, eu diria que não. Mas não me arrependo. Eu passei a vida toda me policiando para evitar isso. Sabia que o dia que eu desse sopa, eles me pegariam, como me pegaram.”

Plínio Valério também afirmou que não pretende se desculpar pela declaração.

“Eu não posso pedir desculpas, eu não fiz nada por mal. Não quis atingir nada. Então essa briga vai continuar lá, vão ficar me batendo, vão para o Conselho de Ética, vão para a PGR, depois, se levar para o STF, cair nas mãos do Moraes […] Mas quem colocou lá foi Deus.”


Saiba mais:


Relembre a polêmica

A polêmica começou quando, durante um evento da Fecomércio no Amazonas, o senador fez uma declaração considerada agressiva contra a ministra.

“Marina esteve na CPI das ONGs por 6 horas e 10 minutos. Imagine o que é tolerar Marina Silva 6 horas e 10 minutos sem enforcá-la”, disse Plínio na última sexta-feira (14).

Marina Silva rebate Plínio Valério

Marina Silva também se manifestou sobre o caso durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra”, do CanalGov. Para ela, a fala do senador representa uma forma de incitação à violência e revela preconceitos enraizados.

“Isso é dito porque sou uma mulher, uma mulher preta, de origem humilde, que defende uma agenda que muitas vezes confronta interesses de alguns”, afirmou Marina.

Ela ainda criticou o tom de brincadeira usado por Plínio Valério ao fazer a declaração.

“Com a vida dos outros não se brinca. Quem faz ameaças rindo, tratando isso como algo trivial, só os psicopatas são capazes”, disse a ministra.

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Em entrevista exclusiva ao programa Tribuna Livre, da Rede Onda Digital, nesta quinta-feira (20/03), o senador Plínio Valério (PSD) comentou sobre a recente polêmica envolvendo ele e a minsitra do Meio Ambiente, Marina Silva. Em sua defesa, o paramentar alegou que a repercussão do caso foi orquestrada por ONGs ambientalistas que, segundo ele, o perseguem.

Plínio argumentou que sua fala foi distorcida e que a polêmica foi inflada por grupos opositores que monitoram sua atuação.

“Eles estavam de olho em mim. Se fosse qualquer outro senador, não teria essa repercussão. As ONGs ambientalistas pagam observatórios, blogs e portais, vasculham tudo […] Eu cometi essa expressão de falar ‘enforcar’ e pegaram isso […] Agora, imagina um senador da República querer matar a ministra Marina Silva enforcada. Isso é força de expressão”, defendeu-se.

O parlamentar ainda reforçou que sua intenção era criticar a postura da ministra em relação à Amazônia.

“A ideia era dizer que ela é inimiga do Amazonas, que condena as pessoas. O Amazonas não é Brasil para essa gente. A ideia é que todos nós estamos chateados com ela, todos nós amazonenses temos problemas com a Marina […] Se me perguntarem se eu reconheço que fui infeliz, eu diria que sim. Mas se perguntarem se eu diria de novo, eu diria que não. Mas não me arrependo. Eu passei a vida toda me policiando para evitar isso. Sabia que o dia que eu desse sopa, eles me pegariam, como me pegaram.”

Plínio Valério também afirmou que não pretende se desculpar pela declaração.

“Eu não posso pedir desculpas, eu não fiz nada por mal. Não quis atingir nada. Então essa briga vai continuar lá, vão ficar me batendo, vão para o Conselho de Ética, vão para a PGR, depois, se levar para o STF, cair nas mãos do Moraes […] Mas quem colocou lá foi Deus.”


Saiba mais:


Relembre a polêmica

A polêmica começou quando, durante um evento da Fecomércio no Amazonas, o senador fez uma declaração considerada agressiva contra a ministra.

“Marina esteve na CPI das ONGs por 6 horas e 10 minutos. Imagine o que é tolerar Marina Silva 6 horas e 10 minutos sem enforcá-la”, disse Plínio na última sexta-feira (14).

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Marina Silva também se manifestou sobre o caso durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra”, do CanalGov. Para ela, a fala do senador representa uma forma de incitação à violência e revela preconceitos enraizados.

“Isso é dito porque sou uma mulher, uma mulher preta, de origem humilde, que defende uma agenda que muitas vezes confronta interesses de alguns”, afirmou Marina.

Ela ainda criticou o tom de brincadeira usado por Plínio Valério ao fazer a declaração.

“Com a vida dos outros não se brinca. Quem faz ameaças rindo, tratando isso como algo trivial, só os psicopatas são capazes”, disse a ministra.

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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