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Projeto quer garantir Justiça gratuita a quem tem câncer ou deficiência

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante gratuidade da Justiça para pessoas com câncer ou deficiência. A medida pode beneficiar pacientes e famílias que precisam recorrer ao Judiciário para garantir direitos, como acesso a tratamentos e medicamentos.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 917/2024, de autoria do ex-deputado Luciano Galego.

A proposta segue para análise do Senado, caso não haja recurso para que seja votada pelo plenário da Câmara.

Quem poderá ser beneficiado?

O texto prevê o benefício para pessoas com:

  • Neoplasia maligna, nome técnico utilizado para câncer;
  • Deficiência;
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A relatora retirou do projeto a menção específica ao autismo porque a legislação brasileira já reconhece pessoas com TEA como pessoas com deficiência para todos os efeitos legais.

Impacto para pacientes e famílias

Segundo Laura Carneiro, muitas pessoas desses grupos precisam recorrer à Justiça para conseguir tratamentos, medicamentos e procedimentos negados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde.

A deputada afirmou que os custos de um processo judicial não devem impedir o acesso a direitos fundamentais, principalmente em situações que envolvem saúde, vida e dignidade.

Com a mudança, pessoas com câncer ou deficiência poderão buscar a Justiça sem precisar enfrentar, em regra, o obstáculo financeiro das despesas processuais.


Leia mais

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Como funciona atualmente?

Hoje, não existe uma regra que garanta automaticamente a gratuidade da Justiça para esses grupos.

O benefício é regulamentado pelo Código de Processo Civil e depende da comprovação de insuficiência de recursos. A análise é feita pelo juiz em cada caso.

Se o projeto for aprovado pelo Senado e sancionado, a gratuidade passará a ser assegurada diretamente às pessoas incluídas na proposta, conforme as condições previstas na nova lei.

O que falta para virar lei?

Como o texto foi aprovado em caráter conclusivo pela CCJ, ele poderá seguir diretamente para o Senado. No entanto, um recurso pode levar a proposta para votação no plenário da Câmara.

Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado pelos deputados e senadores e sancionado pelo presidente da República.

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante gratuidade da Justiça para pessoas com câncer ou deficiência. A medida pode beneficiar pacientes e famílias que precisam recorrer ao Judiciário para garantir direitos, como acesso a tratamentos e medicamentos.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 917/2024, de autoria do ex-deputado Luciano Galego.

A proposta segue para análise do Senado, caso não haja recurso para que seja votada pelo plenário da Câmara.

Quem poderá ser beneficiado?

O texto prevê o benefício para pessoas com:

  • Neoplasia maligna, nome técnico utilizado para câncer;
  • Deficiência;
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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O que falta para virar lei?

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