Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Reforma trabalhista não ouviu os trabalhadores, afirma presidente do TST

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, criticou a reforma trabalhista aprovada em 2017 e afirmou que a norma “não é uma lei honesta”. A declaração foi dada durante debate na Fundação FHC, nesta segunda-feira (14/9), e reforça o posicionamento crítico do magistrado sobre a elaboração e os efeitos das mudanças na legislação trabalhista.

Vieira de Mello Filho sustenta que a reforma foi construída sem participação efetiva dos trabalhadores. Em manifestação anterior, o ministro afirmou que o texto resultou principalmente de uma negociação entre o governo e representantes do setor empresarial, sem diálogo social suficiente com todas as partes afetadas.

A reforma trabalhista foi instituída pela Lei nº 13.467, sancionada em julho de 2017, durante o governo de Michel Temer. A norma alterou diversos dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo regras sobre jornada, negociação coletiva, trabalho intermitente, honorários processuais e acesso à Justiça do Trabalho.

Apesar das críticas ao processo de elaboração, Vieira de Mello Filho reconhece que cabe ao Judiciário aplicar a legislação aprovada pelo Congresso Nacional. O presidente do TST, entretanto, defende que mudanças com impacto direto nas relações entre empregados e empregadores sejam construídas com participação social e debate entre trabalhadores, empresas e poder público.


Leia mais:

Lula nomeia Margareth Rodrigues Costa como ministra do TST

STF detalha rito de sessão que discutirá investigação contra Moraes


Acesso à Justiça está entre as críticas

Um dos principais questionamentos do ministro envolve as limitações impostas ao acesso gratuito à Justiça do Trabalho. Vieira de Mello Filho argumenta que a redução do número de processos não deve ocorrer por meio da criação de obstáculos aos trabalhadores, mas pelo cumprimento adequado da legislação pelas empresas.

Em setembro de 2026, o Supremo Tribunal Federal derrubou o entendimento do TST que permitia a concessão da gratuidade mediante autodeclaração de insuficiência financeira. O STF estabeleceu o benefício automático para quem recebe até R$ 5 mil e determinou que pessoas com renda superior comprovem documentalmente que não podem arcar com as despesas processuais.

Vieira de Mello Filho preside o TST desde 2025 e permanecerá no cargo durante o biênio 2025–2027. O magistrado integra a Corte desde 2006 e também já exerceu funções no Conselho Nacional de Justiça e na Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, criticou a reforma trabalhista aprovada em 2017 e afirmou que a norma “não é uma lei honesta”. A declaração foi dada durante debate na Fundação FHC, nesta segunda-feira (14/9), e reforça o posicionamento crítico do magistrado sobre a elaboração e os efeitos das mudanças na legislação trabalhista.

Vieira de Mello Filho sustenta que a reforma foi construída sem participação efetiva dos trabalhadores. Em manifestação anterior, o ministro afirmou que o texto resultou principalmente de uma negociação entre o governo e representantes do setor empresarial, sem diálogo social suficiente com todas as partes afetadas.

A reforma trabalhista foi instituída pela Lei nº 13.467, sancionada em julho de 2017, durante o governo de Michel Temer. A norma alterou diversos dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo regras sobre jornada, negociação coletiva, trabalho intermitente, honorários processuais e acesso à Justiça do Trabalho.

Apesar das críticas ao processo de elaboração, Vieira de Mello Filho reconhece que cabe ao Judiciário aplicar a legislação aprovada pelo Congresso Nacional. O presidente do TST, entretanto, defende que mudanças com impacto direto nas relações entre empregados e empregadores sejam construídas com participação social e debate entre trabalhadores, empresas e poder público.


Leia mais:

Lula nomeia Margareth Rodrigues Costa como ministra do TST

STF detalha rito de sessão que discutirá investigação contra Moraes


Acesso à Justiça está entre as críticas

Um dos principais questionamentos do ministro envolve as limitações impostas ao acesso gratuito à Justiça do Trabalho. Vieira de Mello Filho argumenta que a redução do número de processos não deve ocorrer por meio da criação de obstáculos aos trabalhadores, mas pelo cumprimento adequado da legislação pelas empresas.

Em setembro de 2026, o Supremo Tribunal Federal derrubou o entendimento do TST que permitia a concessão da gratuidade mediante autodeclaração de insuficiência financeira. O STF estabeleceu o benefício automático para quem recebe até R$ 5 mil e determinou que pessoas com renda superior comprovem documentalmente que não podem arcar com as despesas processuais.

Vieira de Mello Filho preside o TST desde 2025 e permanecerá no cargo durante o biênio 2025–2027. O magistrado integra a Corte desde 2006 e também já exerceu funções no Conselho Nacional de Justiça e na Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Horário de almoço poderá contar como tempo de serviço sem reduzir salário; entenda

Uma proposta apresentada na Câmara dos Deputados quer garantir que o horário de almoço seja contado como parte da jornada de trabalho, sem desconto...

PT pede PIX de R$ 13 para pagar despesas da campanha de Lula; meta é arrecadar R$ 7 milhões

O Partido dos Trabalhadores (PT) está pedindo doações de R$ 13 via PIX para ajudar a quitar as despesas da campanha eleitoral do presidente...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Flávio Bolsonaro contesta Nunes Marques sobre resultado das eleições

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contestou neste sábado (7/11) a avaliação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, sobre a...

PGR pede suspensão de ações contra proibição das bets

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (6/11) a suspensão, em todo o país, dos processos judiciais...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Lula pode ampliar número de ministérios e chegar a 40 pastas em 2027

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá iniciar um quarto mandato, em janeiro de 2027, com até 40 ministérios. Se confirmada, a...

Parlamentares do AM não reeleitos podem indicar R$ 208 milhões em emendas

Quatro parlamentares do Amazonas que não integrarão a próxima legislatura do Congresso Nacional poderão indicar, juntos, aproximadamente R$ 208,1 milhões em emendas individuais para...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Horário de almoço poderá contar como tempo de serviço sem reduzir salário; entenda

Uma proposta apresentada na Câmara dos Deputados quer garantir que o horário de almoço seja contado como parte da jornada de trabalho, sem desconto...

PT pede PIX de R$ 13 para pagar despesas da campanha de Lula; meta é arrecadar R$ 7 milhões

O Partido dos Trabalhadores (PT) está pedindo doações de R$ 13 via PIX para ajudar a quitar as despesas da campanha eleitoral do presidente...

Flávio Bolsonaro contesta Nunes Marques sobre resultado das eleições

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contestou neste sábado (7/11) a avaliação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, sobre a...

PGR pede suspensão de ações contra proibição das bets

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (6/11) a suspensão, em todo o país, dos processos judiciais...

Lula pode ampliar número de ministérios e chegar a 40 pastas em 2027

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá iniciar um quarto mandato, em janeiro de 2027, com até 40 ministérios. Se confirmada, a...

Parlamentares do AM não reeleitos podem indicar R$ 208 milhões em emendas

Quatro parlamentares do Amazonas que não integrarão a próxima legislatura do Congresso Nacional poderão indicar, juntos, aproximadamente R$ 208,1 milhões em emendas individuais para...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]