Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

STF suspende julgamento de norma que proíbe procedimento pré-abortivo para casos de estupro

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta sexta-feira (31/05) o julgamento sobre a legalidade da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibiu a assistolia fetal para interrupção de gravidez em casos de estupro, medida permitida pela legislação. A assistolia fetal é a injeção de substâncias que levam à parada do batimento cardíaco do feto.

No início deste mês, uma decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, derrubou a norma. Na sessão do plenário virtual iniciada na madrugada desta sexta, a Corte começou a decidir se a liminar do ministro será referendada. No entanto, um pedido de destaque feito pelo ministro Nunes Marques interrompeu o julgamento.

Apesar da suspensão, a derrubada da resolução do CFM continua em vigor. Não há data para retomada da análise do caso.

Até o momento, o placar de votação está 1 a 1. Além de Moraes, que votou para manter a própria liminar, o ministro André Mendonça divergiu e votou para validar a resolução do conselho.


Leia mais:

STF suspende resolução que dificulta aborto em casos de estupro

Rosa Weber marca julgamento sobre descriminalização do aborto no STF


Mendonça entendeu que o CFM tem atribuição legal para estabelecer protocolos de atuação médica.

“Se já é no mínimo questionável admitir a legitimidade do Poder Judiciário para definir, em lugar do legislador, quando o aborto deva ser permitido, afigura-se ainda mais problemática a intenção de pretender estabelecer como ele deve ser realizado, nas hipóteses em que autorizado”, justificou o ministro.

A decisão de Moraes foi motivada por uma ação protocolada pelo Psol. Em abril, a Justiça Federal em Porto Alegre suspendeu a norma, mas a resolução voltou a valer após o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região derrubar a decisão.

Alexandre de Moraes entendeu que houve “abuso do poder regulamentar” do CFM ao fixar regra não prevista em lei para impedir a realização de assistolia fetal em casos de gravidez oriunda de estupro. O ministro lembrou que o procedimento só pode ser realizado pelo médico com consentimento da vítima.

Ao editar a resolução, o CFM entendeu que o ato médico da assistolia provoca a morte do feto antes do procedimento de interrupção da gravidez e decidiu vetar o procedimento.

“É vedada ao médico a realização do procedimento de assistolia fetal, ato médico que ocasiona o feticídio, previamente aos procedimentos de interrupção da gravidez nos casos de aborto previsto em lei, ou seja, feto oriundo de estupro, quando houver probabilidade de sobrevida do feto em idade gestacional acima de 22 semanas”, definiu o CFM.

*Com informações da Agência Brasil

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta sexta-feira (31/05) o julgamento sobre a legalidade da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibiu a assistolia fetal para interrupção de gravidez em casos de estupro, medida permitida pela legislação. A assistolia fetal é a injeção de substâncias que levam à parada do batimento cardíaco do feto.

No início deste mês, uma decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, derrubou a norma. Na sessão do plenário virtual iniciada na madrugada desta sexta, a Corte começou a decidir se a liminar do ministro será referendada. No entanto, um pedido de destaque feito pelo ministro Nunes Marques interrompeu o julgamento.

Apesar da suspensão, a derrubada da resolução do CFM continua em vigor. Não há data para retomada da análise do caso.

Até o momento, o placar de votação está 1 a 1. Além de Moraes, que votou para manter a própria liminar, o ministro André Mendonça divergiu e votou para validar a resolução do conselho.


Leia mais:

STF suspende resolução que dificulta aborto em casos de estupro

Rosa Weber marca julgamento sobre descriminalização do aborto no STF


Mendonça entendeu que o CFM tem atribuição legal para estabelecer protocolos de atuação médica.

“Se já é no mínimo questionável admitir a legitimidade do Poder Judiciário para definir, em lugar do legislador, quando o aborto deva ser permitido, afigura-se ainda mais problemática a intenção de pretender estabelecer como ele deve ser realizado, nas hipóteses em que autorizado”, justificou o ministro.

A decisão de Moraes foi motivada por uma ação protocolada pelo Psol. Em abril, a Justiça Federal em Porto Alegre suspendeu a norma, mas a resolução voltou a valer após o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região derrubar a decisão.

Alexandre de Moraes entendeu que houve “abuso do poder regulamentar” do CFM ao fixar regra não prevista em lei para impedir a realização de assistolia fetal em casos de gravidez oriunda de estupro. O ministro lembrou que o procedimento só pode ser realizado pelo médico com consentimento da vítima.

Ao editar a resolução, o CFM entendeu que o ato médico da assistolia provoca a morte do feto antes do procedimento de interrupção da gravidez e decidiu vetar o procedimento.

“É vedada ao médico a realização do procedimento de assistolia fetal, ato médico que ocasiona o feticídio, previamente aos procedimentos de interrupção da gravidez nos casos de aborto previsto em lei, ou seja, feto oriundo de estupro, quando houver probabilidade de sobrevida do feto em idade gestacional acima de 22 semanas”, definiu o CFM.

*Com informações da Agência Brasil

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Lula diz que não haverá “tarifaço” dos EUA sobre o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) acreditar que os Estados Unidos não imporão novas tarifas sobre produtos brasileiros....

Assembleia Legislativa do Amazonas convoca sessão extraordinária para eleição da Presidência

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) publicou edital convocando os deputados estaduais para uma sessão legislativa extraordinária. O encontro está marcado para...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Governo Lula ficou abaixo das metas em saúde em 2025

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não atingiu parte significativa das metas...

Moraes suspende visitas de Flávio a Jair Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta segunda-feira (13) suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Lula chama Trump de “pirata” após anúncio de controle do Estreito de Ormuz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o americano anunciar que o Exército dos...

Veja o que pode cassar uma candidatura nas eleições de 2026

As eleições de 2026 serão disputadas sob um conjunto de regras mais rigoroso para combater práticas que possam comprometer a igualdade entre candidatos e...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Lula diz que não haverá “tarifaço” dos EUA sobre o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) acreditar que os Estados Unidos não imporão novas tarifas sobre produtos brasileiros....

Assembleia Legislativa do Amazonas convoca sessão extraordinária para eleição da Presidência

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) publicou edital convocando os deputados estaduais para uma sessão legislativa extraordinária. O encontro está marcado para...

Governo Lula ficou abaixo das metas em saúde em 2025

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não atingiu parte significativa das metas...

Moraes suspende visitas de Flávio a Jair Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta segunda-feira (13) suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente...

Lula chama Trump de “pirata” após anúncio de controle do Estreito de Ormuz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o americano anunciar que o Exército dos...

Veja o que pode cassar uma candidatura nas eleições de 2026

As eleições de 2026 serão disputadas sob um conjunto de regras mais rigoroso para combater práticas que possam comprometer a igualdade entre candidatos e...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]