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Oposição da CMM critica possibilidade de vereadores trabalharem de forma remota

Durante a sessão plenária desta terça-feira (11/11), sobre o projeto que autoriza a realização de sessões híbridas na Câmara Municipal de Manaus (CMM), de autoria da Mesa Diretora, vereadores de oposição criticaram duramente a medida, apontando riscos de uso indevido e falta de justificativas concretas para sua adoção fora de situações excepcionais.

O vereador Rodrigo Guedes (PP), foi quem iniciou o comentário sobre o tema, dizendo que a proposta cria uma “brecha perigosa” para que parlamentares deixem de comparecer presencialmente às sessões.

“Agora vai poder ficar em casa, senhoras e senhores. Aí você pega o celular, loga no link, desliga a câmera, desliga o áudio, deixa ali, bota um assessor, vai dormir, vai fazer qualquer coisa e não participa efetivamente da sessão. E aí depois, quando sai uma pesquisa dizendo que a Câmara é rejeitada, tá aí o motivo”, afirmou.

Amauri Gomes (UB) complementou a fala de Guedes ao também demonstrar seu repúdio diante das ações dos colegas de parlamento, mas citando apenas o Regimento Interno ser utilizado, segundo ele, para interesses próprios.

“Assim que eles estão fazendo, se utilizando do Regimento Interno para manipular decisões, que vão impactar na vida da população em Manaus. Eu cheguei agora, sou muito novo nessa Casa, não tenho experiência, mas o pouco que a gente já conseguiu vivenciar aqui dentro é o suficiente pra gente entender que há manobras, jogo sujo aqui dentro por parte da base da Prefeitura de Manaus”, destacou.


Saiba mais: 

Mesa Diretora propõe mudanças no Regimento Interno da Câmara Municipal de Manaus

100ª sessão da Câmara de Manaus é marcada por elogios serenos e declarações mornas


O vereador Zé Ricardo (PT) também questionou a necessidade da medida, lembrando que a Câmara não enfrentou problemas que justificassem sessões remotas neste ano como secas ou enchentes.

“A prefeitura constantemente decreta calamidade pública ou situação de emergência, mas isso em função de certas localidades atingidas, são enchentes, a seca ou outra situação onde a defesa civil. Mas aqui, aqui na Câmara, qual seria a dificuldade para os parlamentares estarem presentes e se deslocar e se, eventualmente, alguém tivesse, estaria plenamente justificado, não iria inviabilizar os trabalhos? Outra, impossibilidade de acesso ao funcionamento seguro do plenário. Eu queria saber ao longo desse ano, qual foi a situação insegura que nós tivemos e que impossibilitou estarmos aqui fisicamente para participar do debate da sessão normal. Inseguro? Eu não vi nenhuma”, argumentou.

Já o vereador Coronel Rosses (PL) ironizou a proposta e sugeriu que a medida pode ser usada como manobra política.

“Eu até seria a favor se fosse para fazer as sessões virtuais na quinta, sexta, sábado e domingo, para ver quem realmente quer trabalhar. Porque eu penso… A minha humilde contribuição nessa questão que eu vejo como mais uma armadilha, eu penso que é para muita gente se afastar aqui no período de campanha eleitoral também. Isso pode ser uma artimanha, um artifício”, declarou.

Os três parlamentares afirmaram que o projeto fere o princípio da transparência e enfraquece o papel fiscalizador da Câmara. Segundo eles, a possibilidade de sessões híbridas permanentes representa um retrocesso na participação e no compromisso público dos vereadores com o plenário.

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Durante a sessão plenária desta terça-feira (11/11), sobre o projeto que autoriza a realização de sessões híbridas na Câmara Municipal de Manaus (CMM), de autoria da Mesa Diretora, vereadores de oposição criticaram duramente a medida, apontando riscos de uso indevido e falta de justificativas concretas para sua adoção fora de situações excepcionais.

O vereador Rodrigo Guedes (PP), foi quem iniciou o comentário sobre o tema, dizendo que a proposta cria uma “brecha perigosa” para que parlamentares deixem de comparecer presencialmente às sessões.

“Agora vai poder ficar em casa, senhoras e senhores. Aí você pega o celular, loga no link, desliga a câmera, desliga o áudio, deixa ali, bota um assessor, vai dormir, vai fazer qualquer coisa e não participa efetivamente da sessão. E aí depois, quando sai uma pesquisa dizendo que a Câmara é rejeitada, tá aí o motivo”, afirmou.

Amauri Gomes (UB) complementou a fala de Guedes ao também demonstrar seu repúdio diante das ações dos colegas de parlamento, mas citando apenas o Regimento Interno ser utilizado, segundo ele, para interesses próprios.

“Assim que eles estão fazendo, se utilizando do Regimento Interno para manipular decisões, que vão impactar na vida da população em Manaus. Eu cheguei agora, sou muito novo nessa Casa, não tenho experiência, mas o pouco que a gente já conseguiu vivenciar aqui dentro é o suficiente pra gente entender que há manobras, jogo sujo aqui dentro por parte da base da Prefeitura de Manaus”, destacou.


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“A prefeitura constantemente decreta calamidade pública ou situação de emergência, mas isso em função de certas localidades atingidas, são enchentes, a seca ou outra situação onde a defesa civil. Mas aqui, aqui na Câmara, qual seria a dificuldade para os parlamentares estarem presentes e se deslocar e se, eventualmente, alguém tivesse, estaria plenamente justificado, não iria inviabilizar os trabalhos? Outra, impossibilidade de acesso ao funcionamento seguro do plenário. Eu queria saber ao longo desse ano, qual foi a situação insegura que nós tivemos e que impossibilitou estarmos aqui fisicamente para participar do debate da sessão normal. Inseguro? Eu não vi nenhuma”, argumentou.

Já o vereador Coronel Rosses (PL) ironizou a proposta e sugeriu que a medida pode ser usada como manobra política.

“Eu até seria a favor se fosse para fazer as sessões virtuais na quinta, sexta, sábado e domingo, para ver quem realmente quer trabalhar. Porque eu penso… A minha humilde contribuição nessa questão que eu vejo como mais uma armadilha, eu penso que é para muita gente se afastar aqui no período de campanha eleitoral também. Isso pode ser uma artimanha, um artifício”, declarou.

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