O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) manifestou, nesta sexta-feira (1º), repúdio à agressão supostamente cometida pelo senador Magno Malta (PL-ES) contra uma técnica de radiologia durante atendimento no Hospital DF Star, em Brasília. Em nota oficial, a entidade afirmou que “nenhuma posição ou condição autoriza agressões” e que a violência contra profissionais de saúde no exercício da função “ultrapassa qualquer limite aceitável”.
O caso veio à tona após a técnica denunciar ter sido agredida pelo parlamentar enquanto realizava um exame de imagem. O Coren-DF classificou a conduta como “cúmulo” e afirmou que a situação deve ser apurada com rigor. “A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência”, diz trecho da nota.
O conselho também se colocou à disposição da profissional para oferecer suporte jurídico e psicológico. Em publicação nas redes sociais, o presidente do Coren-DF, Elissandro Noronha dos Santos, afirmou: “Vamos requerer nosso direito. Tem que ser feita justiça.” O órgão ainda orienta que episódios de violência sejam formalmente registrados para que as medidas cabíveis sejam adotadas.
Magno Malta negou as acusações. Em vídeo, o senador disse que ainda está internado e será avaliado por 12 horas. “Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”, afirmou. Por meio de sua equipe jurídica, a defesa alegou que Malta encontrava-se “sob forte medicação, com a cognição comprometida” e que reagiu ao sofrimento físico, não à profissional. A defesa disse ainda que o médico responsável foi acionado imediatamente.
O caso segue sob investigação. O Coren-DF reiterou que profissionais de enfermagem estão diariamente na linha de frente do cuidado e que garantir respeito e segurança no ambiente de trabalho é fundamental.


