O documentário “Etelvina – A Ressignificação da Tragédia” emocionou o público durante uma exibição especial realizada no cemitério São João Batista, em Manaus, na noite de sexta-feira (15/5). A sessão reuniu fiéis, curiosos e admiradores da história conhecida popularmente como a da “Santa Etelvina”.

A produção revisita a trajetória de Etelvina de Alencar, jovem assassinada pelo ex-namorado em 1901, em um crime que também deixou outras quatro vítimas e marcou a história do Amazonas. Com o passar dos anos, o túmulo dela passou a receber visitantes que afirmam alcançar graças por meio da fé.
O documentário mistura memória, religiosidade popular e reflexão sobre a violência contra a mulher. Durante dois anos, a equipe entrevistou dezenas de pessoas que frequentam o local, principalmente nos Dias de Finados.
Entre os relatos está o de pessoas que dizem ter recebido curas, superado perdas e encontrado força emocional após orações feitas no túmulo de Etelvina.
Segundo o diretor Cleinaldo Marinho, a obra busca ir além da devoção popular e provocar debate sobre feminicídio, violência e memória coletiva. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, com apoio da Prefeitura de Manaus e do Concultura.
A exibição transformou o cemitério em um espaço de cultura, emoção e reflexão sobre uma história que atravessa gerações em Manaus.