Moraes determina que governo brasileiro tome medidas para extraditar Zambelli

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Justiça italiana rejeita pedido da defesa de Zambelli para troca de juízes em processo de extradição
A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo (Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO).

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta (20/5) que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotem as medidas necessárias para iniciar o processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, que se encontra presa na Itália.

Em março, a Corte de Apelação italiana autorizou que a ex-deputada, condenada pelo STF, seja extraditada para cumprir pena no Brasil.

Com o processo de extradição iniciado, Zambelli será trazida ao Brasil sob escolta policial e ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia.

Zambelli foi condenada em dois processos distintos no Brasil, ambos com trânsito em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos), a 10 anos e 8 meses de prisão, como autora intelectual da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, pelo caso em que perseguiu um homem na rua, armada, na véspera da eleição de 2022. Após a primeira condenação, Zambelli fugiu para a Itália. Em julho de 2025, foi presa em Roma.

O Brasil pediu a extradição da ex-deputada às autoridades italianas que, após longo processo judicial, acolheu a solicitação. Porém, a defesa de Zambelli ainda tem recursos pendentes junto à corte italiana, e um deles será julgado nesta sexta (22), a argumentação de que ela sofre perseguição política no Brasil e não teve um julgamento justo.