A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha mais de 900 casos suspeitos de Ebola após o surgimento de um novo surto da doença na República Democrática do Congo (RDC). O alerta foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, diante do avanço da infecção em diferentes regiões da África.
O surto foi identificado em 15 de maio, na RDC. Poucos dias depois, dois casos sem relação aparente entre si foram confirmados em Kampala, capital de Uganda, aumentando a preocupação das autoridades sanitárias com a propagação do vírus. Diante do cenário, a OMS declarou, em 17 de maio, uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.
Na sexta-feira (22/5), o nível de risco da epidemia no Congo foi elevado de “alto” para “muito alto”, classificação máxima adotada pela organização. Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apontam ainda 176 mortes suspeitas ligadas ao surto.
Um dos principais desafios é a falta de vacina e tratamento específicos contra a variante Bundibugyo do vírus. A transmissão ocorre apenas por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, sem contágio pelo ar.