A eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas, após a renúncia do ex-deputado e agora governador Roberto Cidade (União Brasil), pode exigir até quatro votações, dependendo da configuração das candidaturas.
Um analista parlamentar ouvido nesta quarta-feira (6) pela Onda Digital explica que, caso o presidente interino, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), decida disputar a presidência, os deputados terão que votar duas vezes: uma para eleger o novo presidente e outra para preencher a Primeira Vice-Presidência, cargo hoje ocupado por ele. Se Adjuto não for candidato, permanece na função, e a eleição se limita à escolha do novo presidente da Aleam.
“Tudo isso está previsto no regimento interno, pois cada membro da Mesa é eleito para um cargo específico. Não há linha sucessória automática, e o segundo vice-presidente, deputado Abdala Fraxe (Avante), não assume diretamente a Primeira Vice-Presidência”, explica o analista. Esse cenário atípico intensifica a articulação política, envolvendo deputados, o atual governador e pré-candidatos ao Governo, em busca de um nome que equilibre forças na Casa.
O número de votações pode aumentar caso haja movimentações em cadeia: se Abdala disputar a Primeira Vice-Presidência, abre vaga na Segunda Vice, exigindo nova eleição. Se a terceira vice-presidente, deputada Joana Darc (União Brasil), também concorrer, outra vaga é criada, levando a uma quarta votação interna entre os deputados.