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Fim da escala 6×1 pode transformar rotina da Zona Franca de Manaus; entenda

A aprovação do projeto que prevê o fim da escala 6×1 pela Câmara dos Deputados, na noite desta quarta-feira (27), abriu um novo rumo sobre os impactos da medida na Zona Franca de Manaus (ZFM), um dos principais motores da economia da região Norte.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 130.618 trabalhadores amazonenses fazem parte da escala 6×1 e podem ser diretamente beneficiados pela mudança, passando a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana.

Além disso, a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais poderá alcançar 466,2 mil trabalhadores no estado, afetando principalmente setores como indústria, comércio, logística e serviços.

Na Zona Franca de Manaus, a mudança deve exigir reorganização das linhas de produção e adaptação das escalas de trabalho, principalmente nos segmentos de eletroeletrônicos, motocicletas e automotivo, que operam tradicionalmente com turnos contínuos.

O tema já mobiliza empresários e parlamentares. A Câmara dos Deputados chegou a realizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) para discutir os impactos da proposta no modelo industrial amazonense. O debate contou com representantes de grandes empresas instaladas na polo regional, além de entidades ligadas ao setor produtivo.

Na ocasião, dirigentes sindicais criticaram empresários que apontam prejuízos econômicos com a redução da jornada de trabalho. O setor empresarial defende mais tempo para a implementação da medida.


Leia mais

Fim da escala 6×1: proposta reduz jornada, garante 2 folgas e veta corte salarial

Câmara aprova PEC do fim da escala 6×1 em 1º turno; votação continua


A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) devem acompanhar de perto a regulamentação da medida para reduzir possíveis impactos nos custos operacionais e na competitividade das fábricas.

Defendida pelo governo federal como uma pauta de valorização do trabalhador, a proposta garante que não haverá redução salarial e prevê implementação gradual da nova jornada. O texto agora segue para análise do Senado.

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A aprovação do projeto que prevê o fim da escala 6×1 pela Câmara dos Deputados, na noite desta quarta-feira (27), abriu um novo rumo sobre os impactos da medida na Zona Franca de Manaus (ZFM), um dos principais motores da economia da região Norte.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 130.618 trabalhadores amazonenses fazem parte da escala 6×1 e podem ser diretamente beneficiados pela mudança, passando a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana.

Além disso, a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais poderá alcançar 466,2 mil trabalhadores no estado, afetando principalmente setores como indústria, comércio, logística e serviços.

Na Zona Franca de Manaus, a mudança deve exigir reorganização das linhas de produção e adaptação das escalas de trabalho, principalmente nos segmentos de eletroeletrônicos, motocicletas e automotivo, que operam tradicionalmente com turnos contínuos.

O tema já mobiliza empresários e parlamentares. A Câmara dos Deputados chegou a realizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) para discutir os impactos da proposta no modelo industrial amazonense. O debate contou com representantes de grandes empresas instaladas na polo regional, além de entidades ligadas ao setor produtivo.

Na ocasião, dirigentes sindicais criticaram empresários que apontam prejuízos econômicos com a redução da jornada de trabalho. O setor empresarial defende mais tempo para a implementação da medida.


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