O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa (PSB), apresentou, na noite desta terça-feira (21/7), o comprovante do pagamento de R$ 18 milhões realizado pelo Governo do Estado ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). O repasse foi efetuado por meio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) e corresponde aos valores do Passe Livre Estudantil da rede estadual referentes ao período de janeiro a junho deste ano.
Segundo o governo, o depósito foi feito diretamente na conta do sindicato, em cumprimento à decisão judicial. O vice-governador afirmou que a Seduc já tentava realizar o repasse desde maio, mas o Sinetram não teria aceitado receber os recursos por discordar do valor, defendendo que o cálculo fosse feito com base na tarifa técnica do transporte coletivo.

De acordo com Serafim Corrêa, o pagamento encerra a obrigação financeira do Estado em relação ao período, uma vez que o valor foi calculado com base na meia-passagem estudantil, conforme determinado pela Justiça.

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Greve dos rodoviários agravou crise no transporte público
A apresentação do comprovante de pagamento ocorreu um dia após a greve dos rodoviários provocar um colapso no transporte coletivo de Manaus. A paralisação, iniciada na segunda-feira (20/7), interrompeu totalmente a circulação dos ônibus por várias horas, afetando milhares de passageiros, provocando longas filas nos pontos de parada e comprometendo o deslocamento de trabalhadores, estudantes e usuários dos serviços públicos.
A repercussão da greve dominou o noticiário local e levou a Justiça a determinar a retomada gradual da frota. Apesar da proximidade entre os acontecimentos, o Governo do Amazonas sustenta que a paralisação não teve relação com o pagamento do Passe Livre Estudantil. Segundo Serafim Corrêa, o movimento foi motivado por atrasos salariais enfrentados pelos rodoviários e por um impasse entre trabalhadores e empresas de transporte.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, também afirmou que a greve foi deflagrada em razão dos sucessivos atrasos no pagamento dos salários da categoria.
Paralelamente, a Prefeitura de Manaus reiterou que os repasses municipais destinados ao subsídio do transporte coletivo estão em dia, rebatendo cobranças do Sinetram sobre supostos débitos.
