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Manaus 357 anos: orgulho das raízes vira fonte de renda

O artesanato e a arte regional fazem parte da rotina de trabalhadores que encontram na cultura amazônica uma fonte de renda. No Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus, a artista visual Rosa dos Anjos e a empreendedora Débora Cruz trabalham com peças que utilizam materiais naturais e referências culturais de povos da região.

A artesã se orgulha em trabalhar com peças que representam originalidade regional (Foto: Rede Onda Digital)

Há 35 anos, Rosa vive da arte e do artesanato. A produção começou quando ela precisava complementar a renda para sustentar o filho e, ao longo do tempo, tornou-se sua profissão. Hoje, ela trabalha com pinturas, madeira, bronze e estruturas de aço, utilizando materiais e referências ligados à região.

“Não é um hobby, isso é realmente uma profissão muito valorizada, que eu faço questão de dizer que é da Amazônia nossa. Esse é o nosso ouro, de verdade. Tudo que tem que você vai olhar, que você vai encontrar, é produzido aqui, na Amazônia”, declarou.


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A artista trabalha com pinturas em tela, madeira, bronze e estruturas de aço. Ela também ministra cursos em comunidades do interior e relata que a atividade envolve uma troca de conhecimentos e o uso de madeira de manejo na produção de peças.

Para Rosa, o trabalho está diretamente ligado à identidade regional e à possibilidade de proporcionar qualidade de vida à família.

“Uma identidade de ser amazônida, de viver da arte, de dar a qualidade de vida para a minha família, para os meus filhos que eles têm hoje, em troca das nossas riquezas naturais, que são essas as nossas riquezas, as madeiras, as fibras, as sementes, tudo o que você está vendo aqui”, disse.

Artesanato indígena no comércio local

A valorização das raízes também está presente no trabalho de Débora Cruz, que comercializa artesanato produzido por indígenas de diferentes povos e comunidades. No Mercado Adolpho Lisboa desde os 15 anos, ela escolheu trabalhar com essas peças após conhecer mais sobre os povos indígenas durante os estudos na área de turismo.

Débora mostra peça indígena que carrega valores tradicionais de povos originários da Amazônia (Foto: Rede Onda Digital)

A escolha por esse tipo de produto ocorreu após a empreendedora conhecer mais sobre os povos indígenas durante os estudos na área de turismo.

“Eu tenho orgulho de trabalhar com peças indígenas, eu também tenho sangue indígena e isso conta muito. E assim, eu amo dar todas as explicações de tudo que eu vendo, porque cada peça que tem aqui tem toda uma história por trás”, disse.

Entre os materiais presentes nas peças estão sementes de açaí, cascas de palmeiras e fibras de tucumã. Além da venda, Débora explica aos clientes a origem e as características dos produtos.

Segundo a empreendedora, turistas e visitantes de outros estados costumam demonstrar interesse em conhecer a história do artesanato. Ela também relata diferenças na receptividade entre esses consumidores e parte do público local.

“Quando são pessoas de outros estados, eles têm muito mais interesse em querer saber. Tanto que eles fazem questão de me encher de perguntas. O que se trata, por exemplo, desse tipo de peça? E eles gostam, eles saem daqui muito felizes em saber que eles estão comprando uma peça autêntica e que tem toda uma história por trás daquela peça”, afirmou.

Cultura e geração de renda

O trabalho de Rosa dos Anjos e Débora Cruz faz parte de uma atividade que reúne cultura e geração de renda.

Dados do IBGE mostram que, em 2022, 6,6% das pessoas ocupadas no Amazonas trabalhavam no setor cultural. Em Manaus, essa proporção chegou a 9,6%. Em âmbito nacional, estimativas baseadas em dados do IBGE de 2019 apontavam que o artesanato movimentava cerca de R$ 50 bilhões por ano e era fonte de renda para aproximadamente 10 milhões de pessoas.

O artesanato também representa uma atividade econômica no Amazonas. Em 2024, o Programa do Artesanato Amazonense registrou mais de R$ 6,4 milhões em vendas de peças durante feiras e eventos, com a comercialização de mais de 200 mil produtos. No mesmo período, mais de 3,9 mil artesãos foram beneficiados pelas ações do programa estadual.

Escultura de onça-pintada com filhoe, um dos maiores símbolos da biodiversidade amazônica (Foto: Rede Onda Digital)

Em Manaus, relatório da Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi) aponta que 1.691 artesãos cadastrados participaram de feiras e oportunidades de comercialização em 2024. As ações registraram faturamento de aproximadamente R$ 2,63 milhões.

Os números ajudam a dimensionar a atividade econômica por trás de histórias como as de Rosa dos Anjos e Débora Cruz, que trabalham com arte e artesanato ligados à cultura amazônica.

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O artesanato e a arte regional fazem parte da rotina de trabalhadores que encontram na cultura amazônica uma fonte de renda. No Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus, a artista visual Rosa dos Anjos e a empreendedora Débora Cruz trabalham com peças que utilizam materiais naturais e referências culturais de povos da região.

A artesã se orgulha em trabalhar com peças que representam originalidade regional (Foto: Rede Onda Digital)

Há 35 anos, Rosa vive da arte e do artesanato. A produção começou quando ela precisava complementar a renda para sustentar o filho e, ao longo do tempo, tornou-se sua profissão. Hoje, ela trabalha com pinturas, madeira, bronze e estruturas de aço, utilizando materiais e referências ligados à região.

“Não é um hobby, isso é realmente uma profissão muito valorizada, que eu faço questão de dizer que é da Amazônia nossa. Esse é o nosso ouro, de verdade. Tudo que tem que você vai olhar, que você vai encontrar, é produzido aqui, na Amazônia”, declarou.


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Para Rosa, o trabalho está diretamente ligado à identidade regional e à possibilidade de proporcionar qualidade de vida à família.

“Uma identidade de ser amazônida, de viver da arte, de dar a qualidade de vida para a minha família, para os meus filhos que eles têm hoje, em troca das nossas riquezas naturais, que são essas as nossas riquezas, as madeiras, as fibras, as sementes, tudo o que você está vendo aqui”, disse.

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A valorização das raízes também está presente no trabalho de Débora Cruz, que comercializa artesanato produzido por indígenas de diferentes povos e comunidades. No Mercado Adolpho Lisboa desde os 15 anos, ela escolheu trabalhar com essas peças após conhecer mais sobre os povos indígenas durante os estudos na área de turismo.

Débora mostra peça indígena que carrega valores tradicionais de povos originários da Amazônia (Foto: Rede Onda Digital)

A escolha por esse tipo de produto ocorreu após a empreendedora conhecer mais sobre os povos indígenas durante os estudos na área de turismo.

“Eu tenho orgulho de trabalhar com peças indígenas, eu também tenho sangue indígena e isso conta muito. E assim, eu amo dar todas as explicações de tudo que eu vendo, porque cada peça que tem aqui tem toda uma história por trás”, disse.

Entre os materiais presentes nas peças estão sementes de açaí, cascas de palmeiras e fibras de tucumã. Além da venda, Débora explica aos clientes a origem e as características dos produtos.

Segundo a empreendedora, turistas e visitantes de outros estados costumam demonstrar interesse em conhecer a história do artesanato. Ela também relata diferenças na receptividade entre esses consumidores e parte do público local.

“Quando são pessoas de outros estados, eles têm muito mais interesse em querer saber. Tanto que eles fazem questão de me encher de perguntas. O que se trata, por exemplo, desse tipo de peça? E eles gostam, eles saem daqui muito felizes em saber que eles estão comprando uma peça autêntica e que tem toda uma história por trás daquela peça”, afirmou.

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Dados do IBGE mostram que, em 2022, 6,6% das pessoas ocupadas no Amazonas trabalhavam no setor cultural. Em Manaus, essa proporção chegou a 9,6%. Em âmbito nacional, estimativas baseadas em dados do IBGE de 2019 apontavam que o artesanato movimentava cerca de R$ 50 bilhões por ano e era fonte de renda para aproximadamente 10 milhões de pessoas.

O artesanato também representa uma atividade econômica no Amazonas. Em 2024, o Programa do Artesanato Amazonense registrou mais de R$ 6,4 milhões em vendas de peças durante feiras e eventos, com a comercialização de mais de 200 mil produtos. No mesmo período, mais de 3,9 mil artesãos foram beneficiados pelas ações do programa estadual.

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