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Descubra porque o Brasil não tem grandes terremotos, segundo especialistas

O número de terremotos registrados ao redor do mundo chocou o público. Um dos maiores da história aconteceu no Afeganistão, em setembro deste ano, que deixou mais de 2 mil pessoas feridas e deixou mais de 7 mil casas destruídas. Mas a pergunta que fica no ar é: por que os terremotos acontecem e por que não acontecem no Brasil?

Brasil e o Chile

O Brasil está localizado próximo ao Chile, país em que tremores de terra são registrados com frequência. Este ano, em junho, um abalo de magnitude 6,4 na região do Atacama, causou deslizamentos e quedas de energia.

Mas por que o Brasil não tem grandes tremores?

Antes de responder essa pergunta, é preciso afirmar que, sim, o Brasil já registrou tremores, mas nada tão grande quando nos outros países.

“O Nordeste é a região mais vulnerável. Em estados como o Ceará e Rio Grande do Norte já ocorreram diversos tremores com magnitude 5 causando danos e até desabamentos em casas fracas”, afirma Marcelo Assumpção, professor da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Geofísica pela Universidade de Edimburgo, na Escócia.

O Centro de Sismologia da USP, que monitora a atividade sísmica do país, mostrou que o Brasil registrou tremores poucos dias antes do feriado da Independência em 2023. Em 4 de setembro de 2023, a cidade de Uauá, na Bahia, registrou abalos sísmicos de magnitude 2.2 e 2.3 no começo da manhã.

Já os maiores tremores não acontecem no país pela localização em relação às bordas das placas tectônicas, já que os terremotos acontecem pelo deslizamento e atrito entre elas.

“Os terremotos mais fortes ocorrem nas bordas das placas tectônicas. O Chile está ao longo do limite entre a placa oceânica de Nazca (parte do fundo oceânico do Pacífico) e a placa da América do Sul. Já o Brasil está no meio da placa Sul-Americana, longe das suas bordas”, disse o especialista.

A título de comparação, “no Brasil, ocorre um terremoto de magnitude 5 a cada cinco anos. No Chile, a cada semana”, acrescenta o pesquisador.


Leia também:

Número de mortos em terremotos no Afeganistão ultrapassa 2.200 e deixa quase 4 mil feridos

Terremoto atinge cidade dos Estados Unidos


Qual foi o maior terremoto no Brasil?

O maior terremoto registrado em solo brasileiro aconteceu em 27 de janeiro de 1955, na região da Serra do Tombador, no norte do Mato Grosso, segundo o site da USP, com magnitude de 6.2.

“O tremor chegou a acordar várias pessoas em Cuiabá, a 370 km de distância. Na época, a região epicentral era desabitada. Hoje, causaria muitos danos em cidades como Porto dos Gaúchos, por exemplo”, afirmou o especialista.

*Com informações do National Geographic

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O número de terremotos registrados ao redor do mundo chocou o público. Um dos maiores da história aconteceu no Afeganistão, em setembro deste ano, que deixou mais de 2 mil pessoas feridas e deixou mais de 7 mil casas destruídas. Mas a pergunta que fica no ar é: por que os terremotos acontecem e por que não acontecem no Brasil?

Brasil e o Chile

O Brasil está localizado próximo ao Chile, país em que tremores de terra são registrados com frequência. Este ano, em junho, um abalo de magnitude 6,4 na região do Atacama, causou deslizamentos e quedas de energia.

Mas por que o Brasil não tem grandes tremores?

Antes de responder essa pergunta, é preciso afirmar que, sim, o Brasil já registrou tremores, mas nada tão grande quando nos outros países.

“O Nordeste é a região mais vulnerável. Em estados como o Ceará e Rio Grande do Norte já ocorreram diversos tremores com magnitude 5 causando danos e até desabamentos em casas fracas”, afirma Marcelo Assumpção, professor da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Geofísica pela Universidade de Edimburgo, na Escócia.

O Centro de Sismologia da USP, que monitora a atividade sísmica do país, mostrou que o Brasil registrou tremores poucos dias antes do feriado da Independência em 2023. Em 4 de setembro de 2023, a cidade de Uauá, na Bahia, registrou abalos sísmicos de magnitude 2.2 e 2.3 no começo da manhã.

Já os maiores tremores não acontecem no país pela localização em relação às bordas das placas tectônicas, já que os terremotos acontecem pelo deslizamento e atrito entre elas.

“Os terremotos mais fortes ocorrem nas bordas das placas tectônicas. O Chile está ao longo do limite entre a placa oceânica de Nazca (parte do fundo oceânico do Pacífico) e a placa da América do Sul. Já o Brasil está no meio da placa Sul-Americana, longe das suas bordas”, disse o especialista.

A título de comparação, “no Brasil, ocorre um terremoto de magnitude 5 a cada cinco anos. No Chile, a cada semana”, acrescenta o pesquisador.


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“O tremor chegou a acordar várias pessoas em Cuiabá, a 370 km de distância. Na época, a região epicentral era desabitada. Hoje, causaria muitos danos em cidades como Porto dos Gaúchos, por exemplo”, afirmou o especialista.

*Com informações do National Geographic

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