A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta quinta-feira (15/10) um comunicado oficial para reforçar que a ivermectina, medicamento usado no tratamento de infecções parasitárias, não tem efeito de redução ou eliminação contra o câncer.
O comunicado foi motivado por diversas postagens recentes nas redes sociais que propagam desinformação. Segundo a agência, as publicações citam estudos em laboratório (in vitro) e em animais para sugerir que o medicamento teria propriedades antitumorais, mas não há comprovação científica a respeito.
De acordo com a Anvisa, as postagens também incluem a comercialização de e-books e de protocolos de tratamento que trazem a ivermectina como medicamento-chave.
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Uso restrito ao previsto em bula
A Anvisa ressalta que não existe evidência científica comprovada de que a ivermectina cure o câncer ou qualquer outra doença além das que constam na bula, cujo uso se restringe ao combate a parasitas e vermes.
Origem da desinformação
Conforme a agência, informações falsas que relacionam o medicamento ao tratamento do câncer circulam desde 2019. Elas surgiram de um estudo da época que mostrava algum efeito da ivermectina e do mebendazol, outro antiparasitário e antiprotozoário usado principalmente em tratamentos da doença de Chagas, contra o câncer em células de ratos.
No entanto, a Anvisa afirma que esses estudos não são suficientes para comprovar a eficácia de um medicamento.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta quinta-feira (15/10) um comunicado oficial para reforçar que a ivermectina, medicamento usado no tratamento de infecções parasitárias, não tem efeito de redução ou eliminação contra o câncer.
O comunicado foi motivado por diversas postagens recentes nas redes sociais que propagam desinformação. Segundo a agência, as publicações citam estudos em laboratório (in vitro) e em animais para sugerir que o medicamento teria propriedades antitumorais, mas não há comprovação científica a respeito.
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No entanto, a Anvisa afirma que esses estudos não são suficientes para comprovar a eficácia de um medicamento.
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