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Calçado, postura e comportamento: os detalhes que podem aprovar ou negar seu benefício no INSS

Os detalhes que parecem pequenos, como o calçado usado, a forma de sentar e até a postura ao entrar na sala, realmente pesam na decisão do perito do INSS. Quem confirma é a advogada previdenciária Cristiane Quirino, especialista em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, à Rede Onda Digital.

“Os peritos são treinados para observar de forma global toda a postura da pessoa que entra na perícia. Como ela se senta, como se comporta. Isso é uma avaliação de sinais físicos, principalmente em casos de problemas ortopédicos ou de mobilidade”, explica Cristiane.

Segundo a advogada, o desgaste da sola do sapato, por exemplo, pode confirmar ou contradizer a queixa de dor ao caminhar. “O olhar clínico para o padrão de andar influencia sim. É um dado técnico como qualquer outro. Pode confirmar uma dificuldade real ou indicar inconsistência no relato”, diz.

E o famoso “ir montado” para a perícia? Para Quirino, o segurado deve agir com verdade, sem exageros e sem disfarces.

“Não deve simular uma situação, mas também não deve esconder a dor real por medo de parecer exagero. A agente tem que levar a verdade do que está passando”, orienta.

A advogada cita um exemplo comum: pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC) por vulnerabilidade financeira. “Se a pessoa alega situação delicada, não vai aparecer com acessórios de luxo, roupas de marca ou relógio caro. Isso não confirma que o seu mínimo existencial está comprometido”, alerta.

Erros que levam à negativa

Mesmo com incapacidade real, muitos segurados têm o pedido negado por falas simples. Ela lista os principais:

Documentação desatualizada ou incompleta;
Laudo genérico, que não especifica a limitação funcional;
Falta de documentos que comprovem a atividade profissional;
Contradição entre o relato e o comportamento durante a perícia;
Não mencionar comorbidades que agravam o quadro principal.


Leia mais

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“Muitas pessoas acreditam que só o laudo de uma incapacidade garante o benefício de forma imediata. Não é assim. O médico perito precisa saber até que ponto aquela limitação compromete a capacidade de trabalho”, esclarece.

Como se preparar corretamente

A advogada orienta que o segurado leve toda a documentação organizada, preferencialmente em ordem cronológica, incluindo laudos antigos para demonstrar a evolução do quadro. Exames de imagem, receitas e atestados também são importantes.

Sobre o vestuário, a recomendação é evitar roupas curtas, decotadas ou que exponham limitações de forma constrangedora. “Se usa prótese ou órtese removível, leve para confirmar a necessidade. Se precisa de auxílio para andar, leve também”, orienta.

“Informe claramente suas limitações. Não diga apenas que dói. Explique o que você não consegue fazer por causa da dor, como atividades cotidianas ou mesmo a própria higiene pessoal”, diz.

Recurso ou advogado?

Cristiane explica que, após uma negativa, o primeiro passo eficaz é o recurso administrativo. “Isso facilita a comprovação de que você tentou de todas as formas na via extrajudicial. Mas, já nessa fase, é interessante estar assistido por um apoio jurídico, seja da Defensoria Pública da União ou de um advogado particular.”

A preparação correta e a transparência durante a perícia aumentam as chances de aprovação. O erro, segundo a especialista, muitas vezes está nos detalhes que o próprio segurado não percebe.

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Os detalhes que parecem pequenos, como o calçado usado, a forma de sentar e até a postura ao entrar na sala, realmente pesam na decisão do perito do INSS. Quem confirma é a advogada previdenciária Cristiane Quirino, especialista em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, à Rede Onda Digital.

“Os peritos são treinados para observar de forma global toda a postura da pessoa que entra na perícia. Como ela se senta, como se comporta. Isso é uma avaliação de sinais físicos, principalmente em casos de problemas ortopédicos ou de mobilidade”, explica Cristiane.

Segundo a advogada, o desgaste da sola do sapato, por exemplo, pode confirmar ou contradizer a queixa de dor ao caminhar. “O olhar clínico para o padrão de andar influencia sim. É um dado técnico como qualquer outro. Pode confirmar uma dificuldade real ou indicar inconsistência no relato”, diz.

E o famoso “ir montado” para a perícia? Para Quirino, o segurado deve agir com verdade, sem exageros e sem disfarces.

“Não deve simular uma situação, mas também não deve esconder a dor real por medo de parecer exagero. A agente tem que levar a verdade do que está passando”, orienta.

A advogada cita um exemplo comum: pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC) por vulnerabilidade financeira. “Se a pessoa alega situação delicada, não vai aparecer com acessórios de luxo, roupas de marca ou relógio caro. Isso não confirma que o seu mínimo existencial está comprometido”, alerta.

Erros que levam à negativa

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Documentação desatualizada ou incompleta;
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Como se preparar corretamente

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Sobre o vestuário, a recomendação é evitar roupas curtas, decotadas ou que exponham limitações de forma constrangedora. “Se usa prótese ou órtese removível, leve para confirmar a necessidade. Se precisa de auxílio para andar, leve também”, orienta.

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