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Plásticos invisíveis: o perigo por trás do glitter comestível

Eles dão brilho às sobremesas, colorem bebidas e deixam qualquer prato mais bonito nas fotos para redes sociais. Mas, por trás do charme do glitter comestível, existe um alerta crescente, parte desses produtos pode conter microplásticos substâncias que o corpo não absorve e que também não se degradam facilmente no meio ambiente.

De aparência inofensiva, o glitter comestível é usado em bolos, cupcakes, drinks e até maquiagens. O problema é que nem todo produto vendido com esse nome é realmente comestível. Muitos são apenas classificados como “não tóxicos”, o que significa que podem ser usados em contato com a pele, mas não devem ser ingeridos.

O alerta que viralizou

A discussão ganhou força depois que o criador de conteúdo Dario Centurione publicou vídeos mostrando produtos vendidos como “glitter comestível” que, na verdade, eram feitos 100% de plástico. As imagens viralizaram e chamaram atenção da Anvisa, que reforçou o alerta:

Glitters feitos de plástico e polipropileno (PP) não podem ser usados em alimentos, sejam eles caseiros ou industrializados.

O chamado “PP micronizado”, usado em alguns desses produtos, só é permitido em objetos decorativos que não entram em contato direto com o alimento, como cenários de festas.

Segundo a Anvisa, apenas ingredientes e aditivos autorizados para uso alimentar podem ser usados em receitas. Por isso, a recomendação é simples: leia sempre o rótulo. Ele deve informar a lista de ingredientes, denominação do produto, lote, validade e alertas sobre alergênicos. Se o rótulo não indicar claramente que o glitter é comestível, não use.


Leia mais:

Carnaval e glitter: Saiba cuidados para evitar problemas íntimos

Alimentação com arroz e feijão reduz riscos de doenças, diz estudo


Brilho perigoso

Estudos recentes mostram que alguns glitters contêm microplásticos partículas minúsculas, com menos de 5 milímetros, que podem se acumular no organismo e causar inflamações. E o impacto não para no corpo humano, quando descartados, esses resíduos poluem rios, oceanos e até o ar que respiramos.

Svetlozar Hristov/GettyImages

Brilho sustentável

Com a crescente preocupação ambiental, o mercado vem se adaptando. Cada vez mais confeiteiros e empresas estão apostando em glitters biodegradáveis, feitos à base de amido, celulose ou algas. Esses produtos têm o mesmo efeito decorativo, mas se dissolvem naturalmente e são aprovados pela Anvisa.

Um novo olhar sobre o consumo

Com o avanço das pesquisas sobre microplásticos, o debate sobre os “plásticos invisíveis” ganha força no Brasil. A tendência é que o consumo consciente e a fiscalização cresçam, trazendo mais transparência e segurança para quem trabalha com confeitaria e para quem ama um doce bonito e cheio de cor.

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Eles dão brilho às sobremesas, colorem bebidas e deixam qualquer prato mais bonito nas fotos para redes sociais. Mas, por trás do charme do glitter comestível, existe um alerta crescente, parte desses produtos pode conter microplásticos substâncias que o corpo não absorve e que também não se degradam facilmente no meio ambiente.

De aparência inofensiva, o glitter comestível é usado em bolos, cupcakes, drinks e até maquiagens. O problema é que nem todo produto vendido com esse nome é realmente comestível. Muitos são apenas classificados como “não tóxicos”, o que significa que podem ser usados em contato com a pele, mas não devem ser ingeridos.

O alerta que viralizou

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O chamado “PP micronizado”, usado em alguns desses produtos, só é permitido em objetos decorativos que não entram em contato direto com o alimento, como cenários de festas.

Segundo a Anvisa, apenas ingredientes e aditivos autorizados para uso alimentar podem ser usados em receitas. Por isso, a recomendação é simples: leia sempre o rótulo. Ele deve informar a lista de ingredientes, denominação do produto, lote, validade e alertas sobre alergênicos. Se o rótulo não indicar claramente que o glitter é comestível, não use.


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Svetlozar Hristov/GettyImages

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