O processo eleitoral no Amazonas avança para seus últimos capítulos com duas dúvidas nas chapas dos pré-candidatos Roberto Cidade, do União Brasil, e Maria do Carmo Seffair, do PL: quem ocupará a posição de candidato a vice-governador em cada uma delas?
Roberto Cidade tem várias opções no tabuleiro, com soluções para diferentes cenários eleitorais e até para a perspectiva de poder num eventual segundo mandato. O atual vice, Serafim Corrêa, do PSB, é visto como ideal pela fidelidade demonstrada no cargo e por abrir portas para o governador entre os setores produtivos do Polo Industrial de Manaus. Ele também tem trânsito em Brasília, sobretudo diante de um eventual segundo mandato da dupla Lula-Geraldo Alckmim, já que o PSB integra essa base.
Contra Serafim Corrêa pesam a idade, 79 anos, e uma novidade deste processo eleitoral: o protagonismo feminino. O senador Omar Aziz, ungido candidato do PSD no último sábado, escolheu a deputada estadual Alessandra Campelo como vice. O ex-prefeito de Manaus David Almeida, candidato do Avante, seguiu o mesmo caminho ao indicar a ex-secretária municipal de Saúde Shádia Fraxe. A própria candidata do PL também compõe esse movimento que joga contra o nome de Serafim.
Uma opção estudada por Cidade foi o deputado federal Fausto Júnior, do União Brasil, mas ele está hoje mais distante da escolha, justamente pelo avanço do protagonismo feminino nas chapas concorrentes. Caso opte por valorizar uma mulher, Cidade tem à disposição a deputada estadual Joana Darc, do União Brasil, segunda mais votada na eleição de 2022, com mais de 80 mil votos, um potencial eleitoral que agregaria força à chapa.
A questão do PL
O PL vive momentos turbulentos desde que uma ala do partido abriu divergência na condução política da pré-candidatura de Maria do Carmo Seffair, defendendo agora, abertamente, uma composição com outros candidatos. Nas pesquisas, a pré-candidatura vai bem, sempre em segundo ou terceiro lugar nas intenções de voto, mas a articulação é tão fragilizada que, quase toda semana, a empresária precisa vir a público reafirmar a candidatura.
Para ela e o grupo próximo, chamado de tropa, o ideal é ter o vereador Sargento Salazar, do PL, como vice, manobra já rejeitada pela direção estadual do partido, que prefere tê-lo como candidato a deputado federal, para puxar votos e ampliar a bancada do PL na Câmara Federal. A alternativa oferecida pela direção para uma chapa puro-sangue é o nome do ex-deputado e ex-vereador de Manaus Marco Antônio Chico Preto, opção que a tropa não aceita. Também é comentada nos bastidores a possibilidade de um nome ligado ao Novo, único partido do Amazonas que sinaliza intenção de compor com o PL.
Enquanto esse impasse não se resolve, parte dos liberais se aproxima de Roberto Cidade, e uma composição de última hora não está descartada. Nesse grupo estão políticos como os deputados Delegado Péricles, Débora Menezes e Cabo Maciel, este último o mais resistente a uma candidatura própria do PL, além de lideranças locais como o presidente da Câmara Municipal de Parintins, Cabo Linhares, do PL.
Convenções devem definir o quadro
As dúvidas devem ser esclarecidas no dia 4, quando a Federação União Progressista, de Roberto Cidade, e o PL, de Maria do Carmo Seffair, realizarão suas convenções com meia hora de diferença entre uma e outra.
