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Europa entra na corrida por minerais estratégicos do Brasil

A União Europeia passou a disputar os minerais críticos do Brasil e negocia com o governo brasileiro um acordo para investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras. A informação foi confirmada nesta semana pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante evento no Rio de Janeiro ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração foi feita na cerimônia que celebrou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tratado negociado ao longo de 25 anos e distinto das tratativas específicas sobre matérias-primas estratégicas. Segundo von der Leyen, a cooperação em minerais críticos será um dos principais eixos da relação entre o bloco europeu e o Brasil.

De acordo com a dirigente, o objetivo é impulsionar projetos conjuntos de investimento voltados à transição energética, à digitalização da economia e ao fortalecimento da autonomia estratégica do bloco europeu. Ela ressaltou que, no cenário atual, os minerais se tornaram instrumentos de pressão geopolítica.

O movimento da União Europeia ocorre em meio ao crescente interesse internacional pelos recursos brasileiros. Recentemente, os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, também sinalizaram atenção aos minerais estratégicos do país.


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O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Apesar disso, grande parte da produção ainda é exportada sem processamento, o que limita o valor agregado capturado pela economia nacional.

Ao comentar o acordo Mercosul–UE, von der Leyen classificou a parceria como um modelo de benefício mútuo e encerrou o discurso em português, afirmando que a cooperação representa um “ganha-ganha”.

As terras raras, conjunto de 17 elementos químicos essenciais para setores como energia renovável, veículos elétricos, semicondutores, equipamentos médicos e tecnologia militar, estão no centro de uma disputa global. Enquanto a China domina o refino e o processamento, países como EUA e União Europeia buscam diversificar fornecedores, contexto que coloca o Brasil em posição estratégica no cenário internacional.

*Com informações do G1

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A União Europeia passou a disputar os minerais críticos do Brasil e negocia com o governo brasileiro um acordo para investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras. A informação foi confirmada nesta semana pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante evento no Rio de Janeiro ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração foi feita na cerimônia que celebrou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tratado negociado ao longo de 25 anos e distinto das tratativas específicas sobre matérias-primas estratégicas. Segundo von der Leyen, a cooperação em minerais críticos será um dos principais eixos da relação entre o bloco europeu e o Brasil.

De acordo com a dirigente, o objetivo é impulsionar projetos conjuntos de investimento voltados à transição energética, à digitalização da economia e ao fortalecimento da autonomia estratégica do bloco europeu. Ela ressaltou que, no cenário atual, os minerais se tornaram instrumentos de pressão geopolítica.

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