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Para evitar “tarifaço” governo Trump queria tarifa zerada para industrias estratégicas; saiba quais

Negociadores dos Estados Unidos propuseram ao governo brasileiro a redução a zero das tarifas de importação sobre produtos norte-americanos dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A concessão seria uma das condições para que o governo do presidente Donald Trump considerasse, ao menos, diminuir o novo tarifaço de 25% aplicado a parte das exportações brasileiras.

As informações sobre as exigências foram divulgadas na sexta-feira (17/7). A proposta se somou a outras exigências apresentadas por Washington em reuniões anteriores. Entre os pedidos estavam:

  • Zerar a tarifa do etanol;
  • Não regulamentar plataformas digitais;
  • Incluir nas negociações o PIX.

Além da redução tarifária, os EUA teriam apresentado outras exigências:

  • acesso maior ao mercado automotivo brasileiro;
  • abertura do setor químico;
  • eliminação de tarifas sobre bens industriais e aeroespaciais;
  • restrições a investimentos de países “extra-hemisféricos” em minerais críticos e terras-raras;
  • medidas que, na prática, poderiam reduzir a participação da China nesses projetos no Brasil.

O governo brasileiro rejeitou as propostas por considerar que algumas delas afetariam a autonomia comercial e industrial do país. O ponto envolvendo minerais críticos foi especialmente sensível, pois implicaria limitar investimentos estrangeiros conforme a origem das empresas.

Uma ala do Palácio do Planalto classificou as condições como “inaceitáveis” e considerou a proposta “indigna” de negociação. Na avaliação desses integrantes do governo, aceitar as exigências significaria conceder vantagens amplas às empresas norte-americanas e reduzir a proteção de setores considerados estratégicos para a indústria nacional.

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também avaliam que os prejuízos provocados pela abertura solicitada pelos Estados Unidos poderiam superar os efeitos do próprio tarifaço. Conforme os cálculos iniciais do governo brasileiro, a nova sobretaxa deve alcançar aproximadamente 18% das exportações do país destinadas ao mercado norte-americano.

Com a rejeição das condições, as conversas não avançaram para um acordo capaz de impedir a entrada em vigor das novas tarifas. O impasse expõe o distanciamento entre os dois governos e indica que uma eventual retomada das negociações dependerá da revisão das exigências apresentadas por Washington.

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Negociadores dos Estados Unidos propuseram ao governo brasileiro a redução a zero das tarifas de importação sobre produtos norte-americanos dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A concessão seria uma das condições para que o governo do presidente Donald Trump considerasse, ao menos, diminuir o novo tarifaço de 25% aplicado a parte das exportações brasileiras.

As informações sobre as exigências foram divulgadas na sexta-feira (17/7). A proposta se somou a outras exigências apresentadas por Washington em reuniões anteriores. Entre os pedidos estavam:

  • Zerar a tarifa do etanol;
  • Não regulamentar plataformas digitais;
  • Incluir nas negociações o PIX.

Além da redução tarifária, os EUA teriam apresentado outras exigências:

  • acesso maior ao mercado automotivo brasileiro;
  • abertura do setor químico;
  • eliminação de tarifas sobre bens industriais e aeroespaciais;
  • restrições a investimentos de países “extra-hemisféricos” em minerais críticos e terras-raras;
  • medidas que, na prática, poderiam reduzir a participação da China nesses projetos no Brasil.

O governo brasileiro rejeitou as propostas por considerar que algumas delas afetariam a autonomia comercial e industrial do país. O ponto envolvendo minerais críticos foi especialmente sensível, pois implicaria limitar investimentos estrangeiros conforme a origem das empresas.

Uma ala do Palácio do Planalto classificou as condições como “inaceitáveis” e considerou a proposta “indigna” de negociação. Na avaliação desses integrantes do governo, aceitar as exigências significaria conceder vantagens amplas às empresas norte-americanas e reduzir a proteção de setores considerados estratégicos para a indústria nacional.

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