O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou que recebeu autorização para fazer campanha na Rocinha, no Rio de Janeiro, depois que pessoas ligadas ao crime organizado disseram ser leitoras de seus livros. A declaração foi dada durante uma entrevista e passou a repercutir nas redes sociais nesta terça-feira (8/9).
Ao relatar como ocorreu a liberação de sua entrada na comunidade, Cury afirmou que líderes locais “negociaram” a realização da agenda eleitoral. Segundo o candidato, a autorização teria sido concedida após os integrantes do grupo mencionarem o contato com suas obras durante o período em que estiveram presos.
“Eles disseram: ‘Libera para o doutor Augusto Cury. Ele nos ajuda com seus livros, nós lemos seus livros na prisão’”, declarou.
Augusto Cury afirma que foi autorizado a fazer campanha no morro após integrantes de facções criminosas revelarem serem leitores de seus livros. Isso aqui é cascata nível Pablo Marçal. pic.twitter.com/0Bd8idRYej
— GugaNoblat (@GugaNoblat) September 8, 2026
A declaração se refere a uma visita recente do presidenciável à Rocinha. Durante um ato de campanha realizado no domingo (7), em Copacabana, Cury citou a passagem pela comunidade ao falar sobre sua origem humilde e se apresentar como uma alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Segurança pública
No programa de governo, Cury propõe integrar as forças federais, estaduais e municipais no combate ao crime organizado, com compartilhamento de informações e utilização de inteligência artificial e drones. O candidato também defende mudanças no sistema penitenciário, com ações voltadas à educação, ao trabalho e à ressocialização dos detentos.
Até a publicação desta matéria, não havia confirmação independente sobre a identidade das pessoas que teriam autorizado a agenda nem sobre as circunstâncias da negociação relatada pelo candidato.
