Três candidatos à Presidência da República manifestaram apoio, nesta terça-feira (8/9), à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) elogiaram a medida nas redes sociais e em entrevistas.
Renan Santos afirmou que Mendonça agiu corretamente, mas criticou a postura de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente Lula diante das investigações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo o candidato, os dois grupos adotam critérios diferentes conforme o político envolvido nas denúncias.
Ronaldo Caiado classificou a decisão de Mendonça como “firme e corajosa”. Em publicação no X, o candidato defendeu que as instituições atuem com imparcialidade, respeito à Constituição e sem interferência político-partidária.

Romeu Zema também comemorou o afastamento e destacou que a medida ocorreu após uma solicitação apresentada pelo Partido Novo. A legenda havia pedido providências ao STF depois que o nome de Andrei Rodrigues apareceu em registros extraídos do celular de Daniel Vorcaro. “Enquanto muitos falam, a gente faz”, publicou Zema.

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O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou o afastamento e classificou a medida como uma intromissão com possível motivação eleitoral. Guimarães afirmou que eventuais indícios de crimes devem ser investigados, mas considerou inadequada a retirada do diretor-geral da PF do cargo.

Mendonça também determinou o afastamento de Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial e ordenou que a Corregedoria da PF investigue a produção de relatórios que, segundo o ministro, teriam monitorado ilegalmente suas atividades. A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar a decisão, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Depois da publicação inicial da reportagem, Flávio Bolsonaro (PL) também se manifestou favoravelmente ao afastamento e associou a crise envolvendo a PF ao governo Lula. Portanto, já não é correto afirmar que o candidato ainda não havia comentado a decisão.
