O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, classificou como “ato de desespero” o reajuste de 15,04% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula (PT). A declaração foi feita nesta quinta-feira (17/9), durante um compromisso de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia.
Flávio criticou o momento escolhido pelo governo para anunciar o aumento, a 17 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O senador também pediu aos eleitores que não acreditem em “mais uma falsa promessa da picanha”.
“Faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai ganhar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode. Mas é um desespero, porque ele sabe que já perdeu e que o próximo presidente da República é Flávio Bolsonaro”, declarou o candidato.
FLÁVIO BOLSONARO:
“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha. Lula, em desespero, faz reajuste no Bolsa Família faltando 17 dias para a eleição, mesmo sabendo que é proibido. Ele acha que vai enganar alguém. O próximo presidente será Flávio Bolsonaro!” pic.twitter.com/Esvx3Mg9cV
— Pri (@Pri_usabr1) September 17, 2026
Flávio afirmou ainda que pretende manter o programa de transferência de renda caso seja eleito, mas defendeu medidas para que os beneficiários possam complementar a renda.
“Eu quero ajudar pessoas como você, que recebem Bolsa Família, mas precisam complementar a renda, porque os R$ 600 hoje não compram mais o que compravam no governo do presidente Bolsonaro”, disse.
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Reajuste do benefício
O governo anunciou um reajuste de 15,04%, elevando o valor mínimo mensal do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio deve passar de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores serão aplicados na folha de outubro, com pagamentos previstos a partir do dia 19.
Segundo o governo federal, o percentual corresponde à reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado desde 2023. A medida terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.
A afirmação de Flávio de que Lula “sabe que isso não pode” representa a avaliação política do candidato e não uma conclusão jurídica definitiva. A Advocacia-Geral da União (AGU) entendeu que a recomposição inflacionária, sem inclusão de novos beneficiários, não encontra vedação na legislação eleitoral. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também rejeitou um pedido para suspender o reajuste.
Em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Auxílio Brasil, nome adotado para o programa naquele período, passou de R$ 400 para R$ 600, quatro meses antes das eleições.
