O Partido dos Trabalhadores (PT) disputará os governos de 12 unidades da Federação nas Eleições 2026. É o menor número de candidaturas próprias da legenda em uma eleição presidencial desde 1994, considerando os pleitos em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da chapa nacional.
Segundo os registros apresentados à Justiça Eleitoral, o PT lançou candidatos na Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo.
Entre os nomes estão os governadores Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Elmano de Freitas, no Ceará; e Rafael Fonteles, no Piauí, que tentam a reeleição. Em São Paulo, o partido aposta no ex-ministro Fernando Haddad, enquanto Patrus Ananias disputa o governo de Minas Gerais.
A lista também inclui Leandro Grass, no Distrito Federal; Helder Salomão, no Espírito Santo; Luis Cesar Bueno, em Goiás; Felipe Camarão, no Maranhão; Fábio Trad, em Mato Grosso do Sul; Cadu Xavier, no Rio Grande do Norte; e Expedito Netto, em Rondônia.
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Nos demais estados, o partido abriu mão de candidaturas próprias para apoiar aliados. A estratégia busca ampliar a base eleitoral do presidente Lula e evitar conflitos com partidos que integram ou apoiam o governo federal.
No Amazonas, o PT integra a coligação liderada pelo candidato ao governo Omar Aziz (PSD), que tem Alessandra Campêlo (PSD) como vice. O partido também apoia candidaturas de outras legendas, como Renan Filho (MDB), em Alagoas; João Campos (PSB), em Pernambuco; Eduardo Paes (PSD), no Rio de Janeiro; e Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe.
O movimento representa uma mudança em relação à tradição petista de lançar nomes próprios em grande parte dos estados. Em 1998, por exemplo, o partido apresentou 16 candidatos aos governos estaduais. O número subiu para 24 em 2002, quando Lula foi eleito presidente pela primeira vez, e ficou em 18 na disputa de 2006.
A redução também ocorre em um cenário de queda geral no número de candidaturas. Dados ainda sujeitos a atualização indicavam aproximadamente 20,5 mil registros nas Eleições 2026, quase 30% abaixo do total de 2022. A formação de federações, as fusões partidárias e as novas regras eleitorais estão entre os fatores associados à redução. As candidaturas podem ser consultadas no sistema DivulgaCandContas, do TSE.
