Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Castrou o pet? Veja os cuidados que podem evitar infecções, dor e até nova cirurgia

A castração é uma das cirurgias mais comuns realizadas em cães, gatos e até animais silvestres, mas o sucesso do procedimento depende muito dos cuidados no pós-operatório. Veterinárias ouvidas pela reportagem alertam que higiene, repouso e uso correto das medicações são fundamentais para evitar complicações graves.

A veterinária e bióloga Cathele Felix explica que muitos tutores acabam relaxando justamente após a cirurgia, quando o animal ainda está em recuperação. “É importante ministrar os remédios passados pelo veterinário, principalmente o antibiótico, o anti-inflamatório e o remédio para dor. Também é essencial manter o local limpo e não deixar o pet morder os pontos, porque pode abrir e precisar operar novamente”, alerta.

Veterinária Cathele Felix recomenda castração de animais domésticos Foto: Divulgação

Castração ajuda a prevenir doenças graves

Segundo ela, além do controle populacional, a castração também ajuda a prevenir doenças graves. Nas fêmeas, o procedimento reduz o risco de piometra, gravidez psicológica e tumores mamários. Já nos machos, ajuda a evitar problemas na próstata e tumores nos testículos.

“A piometra é uma cirurgia de emergência. Se não tratar, o animal pode morrer”, reforça a especialista.

A veterinária Amanda Corocher explica que os cuidados variam entre machos e fêmeas. Nas gatas, por exemplo, a cirurgia exige abertura abdominal, o que torna o repouso ainda mais importante.

“Ela precisa ficar com roupinha cirúrgica ou cone, dependendo do perfil do animal. Algumas ficam muito estressadas com o cone e outras ficam paralisadas com a roupa”, comenta.

Linda no pós-operatório com roupinha cirúrgica Foto: divulgação

Amanda destaca que os curativos precisam seguir exatamente a recomendação médica. Alguns produtos duram 48 horas no corpo do animal, enquanto outros precisam ser aplicados duas vezes ao dia. Ela também alerta que saltos e brincadeiras podem causar rompimento dos pontos internos. “É necessário evitar que o animal fique pulando da cama, da mesa ou correndo pela casa. Existem pontos internos e o corpo ainda está cicatrizando”, explica.


Leia mais

Terceira idade pet: como garantir qualidade de vida a cães e gatos idosos

Platinosomose felina: conheça o perigo do seu gato comer lagartixas


Nos machos, o cuidado muda um pouco. Como a região da cirurgia fica próxima ao ânus, normalmente não é possível usar roupinha cirúrgica. Por isso, o colar elizabetano, conhecido como “cone da vergonha”, acaba sendo o mais indicado. “Ele impede que o animal lamba a cirurgia e cause infecção ou abertura dos pontos”, afirma Amanda.

Soin no pós-operatório imediato da castração, se recuperando da anestesia Foto: Divulgação

A veterinária também faz um alerta sobre os riscos das fêmeas arrancarem os pontos. “Além de infecção, elas podem sofrer evisceração, quando as vísceras podem sair para fora da cavidade abdominal. Isso pode levar o animal ao óbito”, explica. A retirada dos pontos geralmente acontece após dez dias, mas depende do processo de cicatrização de cada pet.

Outro problema comum, principalmente em gatos, é o surgimento de ceroma, uma espécie de bolha inflamatória formada entre as camadas suturadas. Amanda explica que isso costuma acontecer quando o animal não faz o repouso corretamente. Em alguns casos, a hérnia causada pela abertura interna dos pontos pode exigir uma nova cirurgia.

Remédio fora do horário pode causar dor e complicações no pet

Amanda também alertou que atrasar ou deixar de dar os medicamentos pode causar sofrimento intenso ao animal durante a recuperação. “Quando o animal não toma o anti-inflamatório e o remédio para dor no período certo, ele vai sentir muita dor, pode parar de comer e ficar debilitado”, explicou. Segundo a veterinária, em casos em que os tutores não conseguem acompanhar os horários corretos das medicações ou fazer os curativos diariamente, o ideal pode ser manter o pet internado até a retirada dos pontos.

As especialistas também desmentem um medo comum entre tutores: a ideia de que castração causa doença renal. Segundo Amanda Corocher, o problema não está na cirurgia em si, mas em anestesias inadequadas e falta de exames pré-operatórios. “O mais importante é fazer avaliação pré-anestésica e seguir corretamente o pós-operatório. Em resumo, o segredo é repouso, higiene e medicação no horário certo”, finaliza.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A castração é uma das cirurgias mais comuns realizadas em cães, gatos e até animais silvestres, mas o sucesso do procedimento depende muito dos cuidados no pós-operatório. Veterinárias ouvidas pela reportagem alertam que higiene, repouso e uso correto das medicações são fundamentais para evitar complicações graves.

A veterinária e bióloga Cathele Felix explica que muitos tutores acabam relaxando justamente após a cirurgia, quando o animal ainda está em recuperação. “É importante ministrar os remédios passados pelo veterinário, principalmente o antibiótico, o anti-inflamatório e o remédio para dor. Também é essencial manter o local limpo e não deixar o pet morder os pontos, porque pode abrir e precisar operar novamente”, alerta.

Veterinária Cathele Felix recomenda castração de animais domésticos Foto: Divulgação

Castração ajuda a prevenir doenças graves

Segundo ela, além do controle populacional, a castração também ajuda a prevenir doenças graves. Nas fêmeas, o procedimento reduz o risco de piometra, gravidez psicológica e tumores mamários. Já nos machos, ajuda a evitar problemas na próstata e tumores nos testículos.

“A piometra é uma cirurgia de emergência. Se não tratar, o animal pode morrer”, reforça a especialista.

A veterinária Amanda Corocher explica que os cuidados variam entre machos e fêmeas. Nas gatas, por exemplo, a cirurgia exige abertura abdominal, o que torna o repouso ainda mais importante.

“Ela precisa ficar com roupinha cirúrgica ou cone, dependendo do perfil do animal. Algumas ficam muito estressadas com o cone e outras ficam paralisadas com a roupa”, comenta.

Linda no pós-operatório com roupinha cirúrgica Foto: divulgação

Amanda destaca que os curativos precisam seguir exatamente a recomendação médica. Alguns produtos duram 48 horas no corpo do animal, enquanto outros precisam ser aplicados duas vezes ao dia. Ela também alerta que saltos e brincadeiras podem causar rompimento dos pontos internos. “É necessário evitar que o animal fique pulando da cama, da mesa ou correndo pela casa. Existem pontos internos e o corpo ainda está cicatrizando”, explica.


Leia mais

Terceira idade pet: como garantir qualidade de vida a cães e gatos idosos

Platinosomose felina: conheça o perigo do seu gato comer lagartixas


Nos machos, o cuidado muda um pouco. Como a região da cirurgia fica próxima ao ânus, normalmente não é possível usar roupinha cirúrgica. Por isso, o colar elizabetano, conhecido como “cone da vergonha”, acaba sendo o mais indicado. “Ele impede que o animal lamba a cirurgia e cause infecção ou abertura dos pontos”, afirma Amanda.

Soin no pós-operatório imediato da castração, se recuperando da anestesia Foto: Divulgação

A veterinária também faz um alerta sobre os riscos das fêmeas arrancarem os pontos. “Além de infecção, elas podem sofrer evisceração, quando as vísceras podem sair para fora da cavidade abdominal. Isso pode levar o animal ao óbito”, explica. A retirada dos pontos geralmente acontece após dez dias, mas depende do processo de cicatrização de cada pet.

Outro problema comum, principalmente em gatos, é o surgimento de ceroma, uma espécie de bolha inflamatória formada entre as camadas suturadas. Amanda explica que isso costuma acontecer quando o animal não faz o repouso corretamente. Em alguns casos, a hérnia causada pela abertura interna dos pontos pode exigir uma nova cirurgia.

Remédio fora do horário pode causar dor e complicações no pet

Amanda também alertou que atrasar ou deixar de dar os medicamentos pode causar sofrimento intenso ao animal durante a recuperação. “Quando o animal não toma o anti-inflamatório e o remédio para dor no período certo, ele vai sentir muita dor, pode parar de comer e ficar debilitado”, explicou. Segundo a veterinária, em casos em que os tutores não conseguem acompanhar os horários corretos das medicações ou fazer os curativos diariamente, o ideal pode ser manter o pet internado até a retirada dos pontos.

As especialistas também desmentem um medo comum entre tutores: a ideia de que castração causa doença renal. Segundo Amanda Corocher, o problema não está na cirurgia em si, mas em anestesias inadequadas e falta de exames pré-operatórios. “O mais importante é fazer avaliação pré-anestésica e seguir corretamente o pós-operatório. Em resumo, o segredo é repouso, higiene e medicação no horário certo”, finaliza.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Pílula, injeção ou DIU: como escolher o anticoncepcional certo?

Escolher um método contraceptivo exige mais do que considerar a praticidade ou seguir a indicação de amigos e familiares. Pílula, injeção, adesivo, anel vaginal,...

Câncer de mama em cadelas e gatas: saiba como identificar sintomas

As campanhas de identificação precoce do câncer de mama também chama a atenção para a saúde dos animais de estimação. Cães e gatos podem...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Cientistas americanos criam pílula anticoncepcional masculina

Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina para ser tomada antes das relações sexuais. O método ainda não foi...

Sono e atividade física: Hélida Tavares destaca hábitos para melhorar produtividade

A rotina de empresários e profissionais que ocupam cargos de liderança exige concentração, tomada de decisões e disposição para lidar com diferentes demandas. Para...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Osteoporose: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar fraturas

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. Ela pode evoluir por anos sem sintomas e ser...

Airbnb proíbe anfitriões de exigir que hóspedes lavem louça e tirem lixo

A partir de 20 de novembro, os anfitriões do Airbnb não poderão mais exigir que os hóspedes lavem a louça e a roupa de...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Pílula, injeção ou DIU: como escolher o anticoncepcional certo?

Escolher um método contraceptivo exige mais do que considerar a praticidade ou seguir a indicação de amigos e familiares. Pílula, injeção, adesivo, anel vaginal,...

Câncer de mama em cadelas e gatas: saiba como identificar sintomas

As campanhas de identificação precoce do câncer de mama também chama a atenção para a saúde dos animais de estimação. Cães e gatos podem...

Cientistas americanos criam pílula anticoncepcional masculina

Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina para ser tomada antes das relações sexuais. O método ainda não foi...

Sono e atividade física: Hélida Tavares destaca hábitos para melhorar produtividade

A rotina de empresários e profissionais que ocupam cargos de liderança exige concentração, tomada de decisões e disposição para lidar com diferentes demandas. Para...

Osteoporose: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar fraturas

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. Ela pode evoluir por anos sem sintomas e ser...

Airbnb proíbe anfitriões de exigir que hóspedes lavem louça e tirem lixo

A partir de 20 de novembro, os anfitriões do Airbnb não poderão mais exigir que os hóspedes lavem a louça e a roupa de...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]