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Morar sozinho entre a busca por liberdade e as responsabilidades da vida adulta

A decisão de morar sozinho nem sempre é fácil e costuma trazer dúvidas relacionadas ao custo de vida, à organização da rotina, às tarefas domésticas, aos imprevistos financeiros e à necessidade de aprender a lidar com a própria companhia.

Aos 24 anos, a jornalista Thayna Souza precisou dar um passo importante rumo à independência. Filha do meio entre três irmãs, ela desistiu de morar com os pais no Acre e retornou a Manaus para encarar, sozinha, os desafios de manter um lar.

“Não houve uma decisão. A vida me empurrou para isso, na verdade. Eu me vi em uma situação em que precisava escolher entre ficar em Manaus ou morar em outro estado”, explica. Thayna viu o sonho da família unida ruir após a mudança dos pais para o município acreano de Plácido de Castro. As irmãs se separaram: hoje, a caçula mora com os pais, e a mais velha, juntamente com o sobrinho, vive em Santa Catarina.

Veja o vídeo:

Cordão umbilical

A jornalista contou que a mãe dela foi resistente e não aceitou, de imediato, a ideia de que ela morasse sozinha na capital. “A gente é muito apegada, de uma família muito grande. As pessoas costumam dizer que sou aquela filha que nunca cortou o cordão umbilical. Então, até hoje, já tem oito meses que estou morando sozinha, a minha mãe sempre me liga preocupada”, disse ela.

Veja vídeo: 


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Perrengues da vida adulta

Ao morar sozinha, Thayna aprendeu a lidar com os próprios gastos, se organizar financeiramente para conseguir se manter ao longo do mês. Ela relembrou que quando morava com os pais, não se preocupava com contas de água, energia, supermercado, e que o salário dela servia para gastos pessoais.

A jovem também contou um perrengue da vida adulta ao usar a máquina de lavar em casa. “Eu sempre morei com os meus pais, essa é a minha primeira experiência morando sozinha. Eu sempre trabalhei desde muito nova, mas o meu dinheiro era só para mim”, destacou. Thayna complementou ao contar como aconteceu o primeiro perrengue morando longe dos pais.

“Eu fui lavar roupas e a mangueira da máquina saiu da pia e ficou um tempão [jorrando água], eu estava dentro do quarto e não vi, começou a alagar a casa e eu tive que enxugar a casa sozinha”, contou.

Confira:

Desafios

Mesmo com os desafios financeiros, como aluguel, contas e alimentação, a experiência tem sido encarada como um investimento em amadurecimento e tem proporcionado mais autoconhecimento.

Assista o vídeo:

Dados IBGE

Enquanto Thayna enxuga a água do primeiro perrengue da vida adulta e organiza as contas do mês, percebe que morar sozinha é mais do que lidar com imprevistos. Do outro lado da linha, a mãe ainda pergunta se ela está bem — lembrando que, mesmo distante, os laços familiares continuam presentes.

Ela não está sozinha nesse caminho: segundo o IBGE, em 2023, 18% das casas brasileiras eram ocupadas por apenas um morador, e no Amazonas esse número mais que dobrou na última década, chegando a 175 mil pessoas. Histórias como a de Thayna refletem esse movimento crescente, em que cada perrengue doméstico e cada escolha cotidiana ajudam a construir independência e amadurecimento.

Assista:

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A decisão de morar sozinho nem sempre é fácil e costuma trazer dúvidas relacionadas ao custo de vida, à organização da rotina, às tarefas domésticas, aos imprevistos financeiros e à necessidade de aprender a lidar com a própria companhia.

Aos 24 anos, a jornalista Thayna Souza precisou dar um passo importante rumo à independência. Filha do meio entre três irmãs, ela desistiu de morar com os pais no Acre e retornou a Manaus para encarar, sozinha, os desafios de manter um lar.

“Não houve uma decisão. A vida me empurrou para isso, na verdade. Eu me vi em uma situação em que precisava escolher entre ficar em Manaus ou morar em outro estado”, explica. Thayna viu o sonho da família unida ruir após a mudança dos pais para o município acreano de Plácido de Castro. As irmãs se separaram: hoje, a caçula mora com os pais, e a mais velha, juntamente com o sobrinho, vive em Santa Catarina.

Veja o vídeo:

Cordão umbilical

A jornalista contou que a mãe dela foi resistente e não aceitou, de imediato, a ideia de que ela morasse sozinha na capital. “A gente é muito apegada, de uma família muito grande. As pessoas costumam dizer que sou aquela filha que nunca cortou o cordão umbilical. Então, até hoje, já tem oito meses que estou morando sozinha, a minha mãe sempre me liga preocupada”, disse ela.

Veja vídeo: 


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Perrengues da vida adulta

Ao morar sozinha, Thayna aprendeu a lidar com os próprios gastos, se organizar financeiramente para conseguir se manter ao longo do mês. Ela relembrou que quando morava com os pais, não se preocupava com contas de água, energia, supermercado, e que o salário dela servia para gastos pessoais.

A jovem também contou um perrengue da vida adulta ao usar a máquina de lavar em casa. “Eu sempre morei com os meus pais, essa é a minha primeira experiência morando sozinha. Eu sempre trabalhei desde muito nova, mas o meu dinheiro era só para mim”, destacou. Thayna complementou ao contar como aconteceu o primeiro perrengue morando longe dos pais.

“Eu fui lavar roupas e a mangueira da máquina saiu da pia e ficou um tempão [jorrando água], eu estava dentro do quarto e não vi, começou a alagar a casa e eu tive que enxugar a casa sozinha”, contou.

Confira:

Desafios

Mesmo com os desafios financeiros, como aluguel, contas e alimentação, a experiência tem sido encarada como um investimento em amadurecimento e tem proporcionado mais autoconhecimento.

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Dados IBGE

Enquanto Thayna enxuga a água do primeiro perrengue da vida adulta e organiza as contas do mês, percebe que morar sozinha é mais do que lidar com imprevistos. Do outro lado da linha, a mãe ainda pergunta se ela está bem — lembrando que, mesmo distante, os laços familiares continuam presentes.

Ela não está sozinha nesse caminho: segundo o IBGE, em 2023, 18% das casas brasileiras eram ocupadas por apenas um morador, e no Amazonas esse número mais que dobrou na última década, chegando a 175 mil pessoas. Histórias como a de Thayna refletem esse movimento crescente, em que cada perrengue doméstico e cada escolha cotidiana ajudam a construir independência e amadurecimento.

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