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“A corrupção só aparece quando investigada”, diz Lula no Jornal Nacional

Nesta quinta-feira (25), o ex-presidente da república e candidato ao cargo no pleito deste ano, Luiz Inácio Lula da Silva, participou da tradicional sabatina do Jornal Nacional, mediada por Willian Bonner e Renata Vasconcellos.

A entrevista teve duração de 40 minutos e iniciou com Bonner relembrando os escândalos de corrupção envolvendo a Petrobrás. Ao questionar como Lula faria para convencer a população que novos episódios como este não acontecerão, o ex-presidente aproveitou para se defender dos ataques que disse sofrer nos últimos cinco anos.

“A corrupção só aparece quando você permite que ela seja investigada”. Disse Lula, que também criticou a operação lava jato. “A lava jato enveredou por um caminho politico bem delicado. Ela ultrapassou o limite da investigação e entrou no limite da política e objetivo era tentar condenar o Lula”, disse.

Veja também:

Em sabatina, Bolsonaro defende postura durante a pandemia

Polarização

Questionado quanto a polarização política que existe hoje no Brasil e as fortes críticas de uma ala da militância do PT em relação a escolha do ex-adversário Geraldo Alckmin como vice, Lula afirmou que antes, as diferenças eram tratadas com respeito e existiam apenas dentro do campo político.

“Feliz era o Brasil e a democracia brasileira quando a polarização era entre PT e PSDB, porque a gente era adversário político, a gente trocava farpa, mas se a gente se encontrasse em um restaurante eu não tinha o menor problema em tomar uma cerveja com Fernando Henrique Cardoso, José Serra ou Geraldo Alckmin”

Já nas considerações finais, o candidato enfatizou os trabalhos que realizou no campo da educação durante os dois mandatos, exercidos entre 2002 e 2010, e prometeu a renegociação de dívidas.

Repercussão

A entrevista repercutiu nas redes sociais. Crítico do então candidato, o ex-ministro Sérgio Moro alfinetou Lula quanto a posição do ex-presidente em relação ao escândalo da Petrobras.

Lula não explicou a roubalheira, desviou da pergunta. O saque bilionário à Petrobras aconteceu sem o seu conhecimento? A única verdade na entrevista é a voz rouca.

Do lado dos apoiadores, a repercussão é de que Lula teria tido uma performance superior a de Jair Bolsonaro, principal adversário neste pleito. A deputada federal Sâmia Bonfim (Psol), elogiou a forma como Lula criticou os sigilos em informações impostas por Bolsonaro.

Lula acerta ao denunciar no JN os sigilos de 100 anos que Bolsonaro impõe sobre qualquer tema que toque sua família ou escândalos de corrupção no seu governo. Chegando lá, queremos ver esses sigilos todos revogados e os crimes de Bolsonaro punidos. #LulaNoJN

Na sexta-feira (26), será realizada a última sabatina do Jornal Nacional. Quem encerra a programação é a candidata Simone Tebet (MDB). Participam da dinâmica os cinco candidatos mais bem colocados na pesquisa divulgada pelo Datafolha em 28 de julho.

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Nesta quinta-feira (25), o ex-presidente da república e candidato ao cargo no pleito deste ano, Luiz Inácio Lula da Silva, participou da tradicional sabatina do Jornal Nacional, mediada por Willian Bonner e Renata Vasconcellos.

A entrevista teve duração de 40 minutos e iniciou com Bonner relembrando os escândalos de corrupção envolvendo a Petrobrás. Ao questionar como Lula faria para convencer a população que novos episódios como este não acontecerão, o ex-presidente aproveitou para se defender dos ataques que disse sofrer nos últimos cinco anos.

“A corrupção só aparece quando você permite que ela seja investigada”. Disse Lula, que também criticou a operação lava jato. “A lava jato enveredou por um caminho politico bem delicado. Ela ultrapassou o limite da investigação e entrou no limite da política e objetivo era tentar condenar o Lula”, disse.

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“Feliz era o Brasil e a democracia brasileira quando a polarização era entre PT e PSDB, porque a gente era adversário político, a gente trocava farpa, mas se a gente se encontrasse em um restaurante eu não tinha o menor problema em tomar uma cerveja com Fernando Henrique Cardoso, José Serra ou Geraldo Alckmin”

Já nas considerações finais, o candidato enfatizou os trabalhos que realizou no campo da educação durante os dois mandatos, exercidos entre 2002 e 2010, e prometeu a renegociação de dívidas.

Repercussão

A entrevista repercutiu nas redes sociais. Crítico do então candidato, o ex-ministro Sérgio Moro alfinetou Lula quanto a posição do ex-presidente em relação ao escândalo da Petrobras.

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Do lado dos apoiadores, a repercussão é de que Lula teria tido uma performance superior a de Jair Bolsonaro, principal adversário neste pleito. A deputada federal Sâmia Bonfim (Psol), elogiou a forma como Lula criticou os sigilos em informações impostas por Bolsonaro.

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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