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Alcolumbre afirma que aumento de deputados vai acontecer mesmo sem a sanção de Lula

O presidente Lula tem até 16 de julho para decidir se sanciona, veta total ou parcialmente o projeto

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta terça-feira (8/7) que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não sancione a proposta que amplia o número de deputados federais de 513 para 531, ele próprio vai promulgar a lei imediatamente.

“Se chegar às 10h para promulgação, será promulgada às 10h01”, declarou Alcolumbre, em tom enfático, ao chegar ao Senado.

A fala ocorre um dia após o ministro da Casa Civil, Rui Costa, indicar no programa Roda Viva (TV Cultura) que é “pouco provável” que Lula sancione o texto, sugerindo que o governo quer evitar o desgaste político e fiscal de ampliar os custos do Legislativo.

O projeto, já aprovado no Senado com o placar mínimo de 41 votos, é resultado de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a revisão do número de cadeiras na Câmara com base no Censo 2022 do IBGE. Em vez de redistribuir o número atual de deputados entre os estados — o que levaria alguns a perderem cadeiras — o Congresso optou por aumentar o total de parlamentares.


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A proposta final preserva as representações atuais e concede novas cadeiras apenas aos estados que cresceram demograficamente, o que elevou o número total para 531 deputados. Entre os beneficiados estão:

    • Pará: de 17 para 21 deputados
    • Santa Catarina: de 16 para 20
    • Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Norte: de 8 para 10
    • Ceará: de 22 para 23
    • Minas Gerais: de 53 para 54
    • Goiás: de 17 para 18
    • Paraná: de 30 para 31

Agora, o presidente Lula tem até 16 de julho para decidir se sanciona, veta total ou parcialmente o projeto. Se não agir nesse prazo, a Constituição determina que o silêncio será interpretado como sanção tácita. A partir daí, o Congresso terá 48 horas para promulgar a lei, o que, segundo Alcolumbre, será feito sem hesitação.

“O Congresso cumpriu sua parte. Se não houver veto formal, vamos respeitar o rito constitucional”, reforçou o senador.

A medida tem gerado debates sobre aumento de gastos públicos e possíveis desgastes políticos para o governo, especialmente em um momento de pressão fiscal. Ainda assim, Alcolumbre já indicou que a decisão está tomada.

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O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta terça-feira (8/7) que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não sancione a proposta que amplia o número de deputados federais de 513 para 531, ele próprio vai promulgar a lei imediatamente.

“Se chegar às 10h para promulgação, será promulgada às 10h01”, declarou Alcolumbre, em tom enfático, ao chegar ao Senado.

A fala ocorre um dia após o ministro da Casa Civil, Rui Costa, indicar no programa Roda Viva (TV Cultura) que é “pouco provável” que Lula sancione o texto, sugerindo que o governo quer evitar o desgaste político e fiscal de ampliar os custos do Legislativo.

O projeto, já aprovado no Senado com o placar mínimo de 41 votos, é resultado de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a revisão do número de cadeiras na Câmara com base no Censo 2022 do IBGE. Em vez de redistribuir o número atual de deputados entre os estados — o que levaria alguns a perderem cadeiras — o Congresso optou por aumentar o total de parlamentares.


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    • Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Norte: de 8 para 10
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    • Minas Gerais: de 53 para 54
    • Goiás: de 17 para 18
    • Paraná: de 30 para 31

Agora, o presidente Lula tem até 16 de julho para decidir se sanciona, veta total ou parcialmente o projeto. Se não agir nesse prazo, a Constituição determina que o silêncio será interpretado como sanção tácita. A partir daí, o Congresso terá 48 horas para promulgar a lei, o que, segundo Alcolumbre, será feito sem hesitação.

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