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Amom Mandel recebe escolta da PF após intimidações e ameaças

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pediu à Polícia Federal (PF) escolta para o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM). O pedido foi encaminhado ao superintendente da PF no Amazonas, delegado Umberto Ramos, para os trâmites necessários.

A expectativa é que a corporação disponibilize pelo menos um agente para fazer a segurança do deputado em até dois dias. Não há prazo determinado para a escolta terminar.

Em ofício encaminhado à PF no Amazonas, Lira afirma que a medida é necessária uma vez que há relatos de que Amom tem sido “constante alvo de crimes de ameaça e constrangimentos ilegais”.

A PF deve acompanhar Amom Mandel quando ele estiver no Amazonas e a Polícia Legislativa ficará encarregada da escolta quando o deputado estiver em Brasília.

Amom Mandel afirmou ao Estadão que, apesar de ter conseguido a escolta, precisar dela é uma “derrota”.

“Pessoalmente, a sensação de ser ameaçado e precisar de segurança é uma humilhação e gera apreensão”.


Leia mais:

Após graves denúncias sobre segurança pública e indecisão sobre candidatura a prefeito, Amom segue recluso

“Eu estou sendo coagido há mais de 15 dias”, denuncia Amom e revela o motivo


Relembre o caso

Amom diz ser alvo de “intimidações” durante uma abordagem da Polícia Militar do Amazonas, desde que fez uma denúncia à Polícia Federal sobre suposto envolvimento de autoridades da alta cúpula da Segurança Pública do Amazonas com o tráfico de drogas e o crime organizado.

A Rede Onda Digital teve acesso aos boletins da ocorrência onde os policiais afirmaram que Amom Mandel cometeu abuso de autoridade. Já na versão do deputado, a abordagem policial ocorreu de forma de forma “truculenta”.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) nega que o parlamentar tenha sido desrespeitado ou ameaçado. A pasta afirma que a abordagem foi “rotineira” e que o deputado foi tratado com “cordialidade”.

A PF investiga a versão e apura se os policiais agiram deliberadamente para intimidar o deputado e se cumpriam ordens de superiores hierárquicos.

Em 10 de janeiro, Amom enviou ofícios nos quais pede providências a Lira e ao ministro da Justiça, Flávio Dino. No documento encaminhado ao ministro da Justiça, o deputado afirma que o relatório revela um “grave cenário” na segurança pública do Amazonas e pede que a pasta atue para “garantir a integridade e eficácia das instituições de segurança pública no Estado”.

Nota do Deputado Amom Mandel

“Para mim, isso é, ao mesmo tempo, uma derrota e uma vitória: pessoalmente, a sensação de ser ameaçado e precisar de segurança é uma humilhação e gera apreensão entre a família e amigos. Eu me sinto triste por isso ter chegado a esse nível e por ver, por dentro, as entranhas das relações entre a cúpula da Segurança no Amazonas e facções criminosas. Por outro lado, saber que o Congresso Nacional está agindo para defender as prerrogativas conferidas a mim pelo voto popular é uma vitória. Não me sinto mais sozinho: tenho a Câmara inteira para garantir as minhas prerrogativas.”

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pediu à Polícia Federal (PF) escolta para o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM). O pedido foi encaminhado ao superintendente da PF no Amazonas, delegado Umberto Ramos, para os trâmites necessários.

A expectativa é que a corporação disponibilize pelo menos um agente para fazer a segurança do deputado em até dois dias. Não há prazo determinado para a escolta terminar.

Em ofício encaminhado à PF no Amazonas, Lira afirma que a medida é necessária uma vez que há relatos de que Amom tem sido “constante alvo de crimes de ameaça e constrangimentos ilegais”.

A PF deve acompanhar Amom Mandel quando ele estiver no Amazonas e a Polícia Legislativa ficará encarregada da escolta quando o deputado estiver em Brasília.

Amom Mandel afirmou ao Estadão que, apesar de ter conseguido a escolta, precisar dela é uma “derrota”.

“Pessoalmente, a sensação de ser ameaçado e precisar de segurança é uma humilhação e gera apreensão”.


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A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) nega que o parlamentar tenha sido desrespeitado ou ameaçado. A pasta afirma que a abordagem foi “rotineira” e que o deputado foi tratado com “cordialidade”.

A PF investiga a versão e apura se os policiais agiram deliberadamente para intimidar o deputado e se cumpriam ordens de superiores hierárquicos.

Em 10 de janeiro, Amom enviou ofícios nos quais pede providências a Lira e ao ministro da Justiça, Flávio Dino. No documento encaminhado ao ministro da Justiça, o deputado afirma que o relatório revela um “grave cenário” na segurança pública do Amazonas e pede que a pasta atue para “garantir a integridade e eficácia das instituições de segurança pública no Estado”.

Nota do Deputado Amom Mandel

“Para mim, isso é, ao mesmo tempo, uma derrota e uma vitória: pessoalmente, a sensação de ser ameaçado e precisar de segurança é uma humilhação e gera apreensão entre a família e amigos. Eu me sinto triste por isso ter chegado a esse nível e por ver, por dentro, as entranhas das relações entre a cúpula da Segurança no Amazonas e facções criminosas. Por outro lado, saber que o Congresso Nacional está agindo para defender as prerrogativas conferidas a mim pelo voto popular é uma vitória. Não me sinto mais sozinho: tenho a Câmara inteira para garantir as minhas prerrogativas.”

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