Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Câmara aprova projeto que aumenta pena de feminicídio para até 40 anos; texto segue para sanção de Lula

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11/09) o projeto de lei que perdura como penas para o feminicídio, incluindo novos agravantes para o crime. O texto, que já havia passado pelo Senado em dezembro de 2023, segue agora para a sanção ou veto do presidente Luiz Inácio

Se sancionado, o projeto introduzirá mudanças na legislação brasileira, aumentando a pena para feminicídio de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de reclusão. Além disso, o feminicídio deixará de ser tratado como uma atualização do homicídio e passará a ter um tipo penal exclusivo, o que, segundo a relatora do caso, a deputada Gisela Simona (União-MT), “é uma medida necessária para se tornar mais visível essa forma extrema de violência contra a mulher e fortalecer o combate a esse crime bárbaro”.

Novos agravantes 

O projeto também estabelece novos agravantes que poderão aumentar a pena de feminicídio, como:

  • Assassinato da mãe ou responsável por pessoa com deficiência;
  • Uso de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio cruel;
  • Traição, emboscada, dissimulação ou recurso que torna impossível a defesa da vítima;
  • Emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

Essas mudanças visam intensificar a proteção para crimes que utilizam meios cruéis ou traiçoeiros no assassinato de mulheres, buscando reduzir a impunidade em casos de feminicídio.


Saiba mais:


Outra alteração no texto aprovado é o aumento da pena para aqueles que descumprirem medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. O condenado que violar essas ordens, como se aproximar da vítima sem autorização judicial, poderá ter sua pena elevada de três meses a dois anos para dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Progressão de regime

O projeto também impõe restrições mais rigorosas para a progressão do regime em casos de feminicídio. Agora, o réu primário deverá cumprir 55% da pena em regime fechado para ter direito ao semiaberto, e a concessão de liberdade condicional será vedada. Além disso, presos que ameaçarem a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena serão transferidos para presídios distantes do local

Os detentos que usufruírem de saídas temporárias do presídio deverão usar tornozeleira eletrônica e perderão o direito a visitas íntimas, tornando o cumprimento da pena mais severo para aqueles que cometem mulheres.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11/09) o projeto de lei que perdura como penas para o feminicídio, incluindo novos agravantes para o crime. O texto, que já havia passado pelo Senado em dezembro de 2023, segue agora para a sanção ou veto do presidente Luiz Inácio

Se sancionado, o projeto introduzirá mudanças na legislação brasileira, aumentando a pena para feminicídio de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de reclusão. Além disso, o feminicídio deixará de ser tratado como uma atualização do homicídio e passará a ter um tipo penal exclusivo, o que, segundo a relatora do caso, a deputada Gisela Simona (União-MT), “é uma medida necessária para se tornar mais visível essa forma extrema de violência contra a mulher e fortalecer o combate a esse crime bárbaro”.

Novos agravantes 

O projeto também estabelece novos agravantes que poderão aumentar a pena de feminicídio, como:

  • Assassinato da mãe ou responsável por pessoa com deficiência;
  • Uso de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio cruel;
  • Traição, emboscada, dissimulação ou recurso que torna impossível a defesa da vítima;
  • Emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

Essas mudanças visam intensificar a proteção para crimes que utilizam meios cruéis ou traiçoeiros no assassinato de mulheres, buscando reduzir a impunidade em casos de feminicídio.


Saiba mais:


Outra alteração no texto aprovado é o aumento da pena para aqueles que descumprirem medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. O condenado que violar essas ordens, como se aproximar da vítima sem autorização judicial, poderá ter sua pena elevada de três meses a dois anos para dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Progressão de regime

O projeto também impõe restrições mais rigorosas para a progressão do regime em casos de feminicídio. Agora, o réu primário deverá cumprir 55% da pena em regime fechado para ter direito ao semiaberto, e a concessão de liberdade condicional será vedada. Além disso, presos que ameaçarem a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena serão transferidos para presídios distantes do local

Os detentos que usufruírem de saídas temporárias do presídio deverão usar tornozeleira eletrônica e perderão o direito a visitas íntimas, tornando o cumprimento da pena mais severo para aqueles que cometem mulheres.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

Mais lidas

Rodrigo Pacheco toma posse no TCU na próxima quarta-feira

O senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h, em...

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Renato Junior eleva auxílio-moradia de médicos para R$ 2,5 mil

O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou nesta quinta-feira (24/9) o reajuste dos auxílios destinados aos médicos do Programa Mais Médicos que atuam na...

PT pede que TSE investigue Flávio e Eduardo por suposta interferência estrangeira nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (23/9) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Rodrigo Pacheco toma posse no TCU na próxima quarta-feira

O senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h, em...

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...

Renato Junior eleva auxílio-moradia de médicos para R$ 2,5 mil

O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou nesta quinta-feira (24/9) o reajuste dos auxílios destinados aos médicos do Programa Mais Médicos que atuam na...

PT pede que TSE investigue Flávio e Eduardo por suposta interferência estrangeira nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (23/9) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]