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Castração química para estupradores une eleitores de Lula e Flávio, aponta pesquisa

A pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (21), revelou um raro ponto de convergência entre eleitores de candidatos de campos opostos, o apoio à castração química para condenados por crimes sexuais. Enquanto a polarização marca a disputa presidencial, a proposta de punição mais rigorosa para estupradores atravessa o espectro ideológico com altos índices de aprovação.

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 45% consideram a castração química “muito importante”. O número sobe para 77% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). O apoio é ainda maior entre os que votam em Renan Santos (Missão), com 82%, Ronaldo Caiado (PSD), com 79%, e Romeu Zema (Novo), com 71%. Os dados mostram que, independentemente da preferência partidária, há consenso em torno da necessidade de medidas mais duras contra crimes sexuais.

Pesquisa mostra pauta da castração química como ponto de encontro entre eleitores de lados opostos
(Foto: Reprodução / Real Time Big Data)

O que é a castração química?

A castração química é um tratamento hormonal que reduz a libido, aplicado por meio de medicamentos. No Brasil, a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2024, como emenda a um pacote de segurança pública, com 267 votos a favor e 85 contra. O projeto, que agora aguarda análise no Senado, prevê que condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes possam ser submetidos ao tratamento.

O relator do projeto na Câmara, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), defendeu a medida afirmando que a castração química é utilizada em países como Estados Unidos e Grã-Bretanha, não envolve procedimento cirúrgico e é voluntária. O texto também aumenta as penas para estupro e outros crimes sexuais.


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Fim do foro privilegiado também é consenso

Outra proposta que une diferentes grupos de eleitores é o fim do foro privilegiado para deputados e senadores. De acordo com a pesquisa, a medida é considerada “muito importante” por 74% dos eleitores de Lula, 83% dos de Flávio, 90% dos de Renan, 80% dos de Caiado e 89% dos de Zema.

Pauta sobre o fim do foro privilegiado também é consenso
(Foto: Reprodução / Real Time Big Data)

O foro privilegiado é o direito de autoridades serem julgadas por tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal, em vez da primeira instância. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 333/2017, aprovada pelo Senado e em tramitação na Câmara, prevê que praticamente todas as autoridades percam esse direito em crimes comuns, sendo julgadas na primeira instância. Apenas cinco cargos manteriam a prerrogativa no STF, presidente da República, vice-presidente, presidente da Câmara, presidente do Senado e presidente do próprio STF.

A PEC ficou esquecida na Câmara por anos, mas voltou à pauta em meio à crise política. Defensores da medida, como o senador Sergio Moro (União-PR), argumentam que o foro privilegiado tem sido motivo de impunidade e, em alguns casos, é utilizado para perseguição política.

Real Time Big Data

A pesquisa da Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores em todo o território nacional entre os dias 18 e 20 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%.

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A pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (21), revelou um raro ponto de convergência entre eleitores de candidatos de campos opostos, o apoio à castração química para condenados por crimes sexuais. Enquanto a polarização marca a disputa presidencial, a proposta de punição mais rigorosa para estupradores atravessa o espectro ideológico com altos índices de aprovação.

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 45% consideram a castração química “muito importante”. O número sobe para 77% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). O apoio é ainda maior entre os que votam em Renan Santos (Missão), com 82%, Ronaldo Caiado (PSD), com 79%, e Romeu Zema (Novo), com 71%. Os dados mostram que, independentemente da preferência partidária, há consenso em torno da necessidade de medidas mais duras contra crimes sexuais.

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(Foto: Reprodução / Real Time Big Data)

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O relator do projeto na Câmara, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), defendeu a medida afirmando que a castração química é utilizada em países como Estados Unidos e Grã-Bretanha, não envolve procedimento cirúrgico e é voluntária. O texto também aumenta as penas para estupro e outros crimes sexuais.


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Real Time Big Data

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