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Deputada Zambelli confirma pagamento a hacker, mas diz que foi por site pessoal

Deputada federal deu sua versão em coletiva, após operação da PF; ela e hacker teriam invadido sistema do Judiciário em janeiro.

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deu uma entrevista coletiva no final da manhã desta quarta-feira, 2, e confirmou que fez pagamentos ao hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti. No entanto, ela afirmou que o contratou para realizar serviços em seu site pessoal. Tanto Zambelli quanto Delgatti foram alvo de operação da Polícia Federal (PF) hoje, com o hacker sendo preso.

A deputada disse:

“Os pagamentos que houve foram sempre relacionados ao site, para ele fazer melhorias no site, fazer firewall no site e ligar as minhas redes sociais ao site, que ele próprio disse que não conseguiu realizar essa tarefa. Inclusive, deveria ter tido até a devolução [do dinheiro]”.


Leia mais:

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Veja no vídeo abaixo, transmitido das redes sociais da deputada:

Segundo a deputada, R$ 3 mil de sua cota para comunicação foram usados para fazer os pagamentos a Delgatti. O restante, que somam R$ 13,5 mil, segundo fontes da PF, saiu do seu próprio bolso.

Em sua fala, ela também confirmou que houve uma reunião entre Delgatti e o ex-presidente Jair Bolsonaro, e também com o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, na qual ele perguntou ao hacker se haveria possibilidade de violar a segurança das urnas eletrônicas brasileiras. Mas segundo Zambelli, as conversas não foram além disso.

Delgatti, por sua vez, prestou um depoimento no final de junho à PF, no qual afirmou que Zambelli pediu para que ele “obtivesse conversas comprometedoras” do ministro Alexandre de Moraes. A invasão do sistema do Judiciário, motivo da operação da PF contra Zambelli e Delgatti, incluiu a publicação de um mandado falso de prisão contra Moraes.

Segundo depoimento de Delgatti no final de junho, Zambelli lhe pediu para invadir os dispositivos de Moraes, como o celular ou o e-mail do ministro, “caso não conseguisse invadir a urna”.

Conversas em Brasília apontam que o PL já trabalha com o cenário da possível cassação da deputada. Integrantes do partido não estariam dispostos a apoiá-la depois do incidente na véspera do segundo turno da eleição presidencial ano passado, quando ela perseguiu, de arma em punho, um jornalista por um bairro de São Paulo. O episódio teria custado a Bolsonaro votos preciosos tão perto da eleição, na visão de muitos parlamentares do partido.

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A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deu uma entrevista coletiva no final da manhã desta quarta-feira, 2, e confirmou que fez pagamentos ao hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti. No entanto, ela afirmou que o contratou para realizar serviços em seu site pessoal. Tanto Zambelli quanto Delgatti foram alvo de operação da Polícia Federal (PF) hoje, com o hacker sendo preso.

A deputada disse:

“Os pagamentos que houve foram sempre relacionados ao site, para ele fazer melhorias no site, fazer firewall no site e ligar as minhas redes sociais ao site, que ele próprio disse que não conseguiu realizar essa tarefa. Inclusive, deveria ter tido até a devolução [do dinheiro]”.


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Em sua fala, ela também confirmou que houve uma reunião entre Delgatti e o ex-presidente Jair Bolsonaro, e também com o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, na qual ele perguntou ao hacker se haveria possibilidade de violar a segurança das urnas eletrônicas brasileiras. Mas segundo Zambelli, as conversas não foram além disso.

Delgatti, por sua vez, prestou um depoimento no final de junho à PF, no qual afirmou que Zambelli pediu para que ele “obtivesse conversas comprometedoras” do ministro Alexandre de Moraes. A invasão do sistema do Judiciário, motivo da operação da PF contra Zambelli e Delgatti, incluiu a publicação de um mandado falso de prisão contra Moraes.

Segundo depoimento de Delgatti no final de junho, Zambelli lhe pediu para invadir os dispositivos de Moraes, como o celular ou o e-mail do ministro, “caso não conseguisse invadir a urna”.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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