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Líder nas pesquisas à Prefeitura de Belém se envolve em confusão com mulheres na Câmara

O deputado federal Delegado Éder Mauro (PL-PA), que causou confusão durante sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara da quarta-feira (13/03) ao citar a vereadora Marielle Franco, assassinada por milicianos há seis anos, lidera a corrida pela Prefeitura de Belém com 26,0% das intenções de voto, segundo o levantamento publicado pela Paraná Pesquisas.

A discussão teve início depois que o parlamentar, que é presidente do PL no Pará, acusou deputados de esquerda de se calarem sobre ataques do Hamas contra Israel. Afirmou que “feministas que defendem bandidos do Rio” não se posicionam sobre o Hamas, “mas que se fosse Marielle estariam até hoje (na defesa)”, ironizou.

Eis a declaração de Éder Mauro:

“Deputadas da esquerda comunista têm feito [críticas] em relação à questão da mulher, da criança, em relação às drogas, mas eu não vejo essas deputadas feministas se manifestarem quando o Hamas invadiu Israel, degolou crianças, matou e estuprou coletivamente mulheres naquele país […] Eu não vejo nenhuma dessas deputadas feministas que defendem bandido, inclusive do Rio de Janeiro, se manifestarem em favor das mulheres”, disse.

“Mas, se fosse Marielle Franco, que carregaram durante anos em discursos nesse plenário…”, continuou o deputado. Nesse momento, ele é interrompido pelos colegas, que reagiram com indignação ao comentário.

“É só falar na p*rr@ da Marielle Franco que dá nisso […] fui eu quem falou”, disse o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) a Talíria Petrone (Psol-RJ), que respondeu: “Marielle foi assassinada”.

Petrone reagiu às falas de Eder Mauro, se dirigindo aos colegas e o chamando de “torturador” e “matador”. Ao lado dela estava o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). Já Eder Mauro contava com o apoio dos deputados Gilvan da Federal (PL-ES) e Hélio Lopes (PL-RJ).

Éder seguiu dizendo que “a esquerda que matou Marielle”. Em resposta, as deputadas presentes na sessão formam um coro de “Marielle, presente”.


Leia mais:

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Números da Paraná Pesquisas

A pesquisa foi divulgada na quarta-feira (13/03) e aponta o parlamentar na primeira posição isolado nos três cenários apresentados pelo instituto. Cassio Andrade (PSB) e José Priante (MDB) têm 12,8% cada. O atual prefeito, Edmilson Rodrigues (Psol), tem 11,1% das intenções de voto.

O levantamento foi realizado de 7 a 12 de março de 2024. Foram entrevistadas 800 pessoas com 16 anos ou mais em Belém (PA). O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob o nº PA- 07656/2024.

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O deputado federal Delegado Éder Mauro (PL-PA), que causou confusão durante sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara da quarta-feira (13/03) ao citar a vereadora Marielle Franco, assassinada por milicianos há seis anos, lidera a corrida pela Prefeitura de Belém com 26,0% das intenções de voto, segundo o levantamento publicado pela Paraná Pesquisas.

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“Deputadas da esquerda comunista têm feito [críticas] em relação à questão da mulher, da criança, em relação às drogas, mas eu não vejo essas deputadas feministas se manifestarem quando o Hamas invadiu Israel, degolou crianças, matou e estuprou coletivamente mulheres naquele país […] Eu não vejo nenhuma dessas deputadas feministas que defendem bandido, inclusive do Rio de Janeiro, se manifestarem em favor das mulheres”, disse.

“Mas, se fosse Marielle Franco, que carregaram durante anos em discursos nesse plenário…”, continuou o deputado. Nesse momento, ele é interrompido pelos colegas, que reagiram com indignação ao comentário.

“É só falar na p*rr@ da Marielle Franco que dá nisso […] fui eu quem falou”, disse o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) a Talíria Petrone (Psol-RJ), que respondeu: “Marielle foi assassinada”.

Petrone reagiu às falas de Eder Mauro, se dirigindo aos colegas e o chamando de “torturador” e “matador”. Ao lado dela estava o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). Já Eder Mauro contava com o apoio dos deputados Gilvan da Federal (PL-ES) e Hélio Lopes (PL-RJ).

Éder seguiu dizendo que “a esquerda que matou Marielle”. Em resposta, as deputadas presentes na sessão formam um coro de “Marielle, presente”.


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