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Quatro deputados federais pedem desculpas por votarem a favor da ‘PEC da Blindagem’

Deputados federais de diferentes partidos, tanto da base do governo quanto da oposição, usaram as redes sociais nesta sexta-feira (19) para admitir arrependimento após a votação da chamada PEC da Blindagem, aprovada nesta semana na Câmara dos Deputados por 344 votos a favor e 133 contrários.

Os parlamentares chegaram a dizer que votar a favor da PEC foi uma “escolha difícil”, e diante das pressões decidiram votar por “medo de retaliações”.

Entre os que se arrependeram estão deputados do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também de siglas que cogitam deixar a base aliada, como União Brasil e PP.

O líder do PSB na Câmara, Pedro Campos (PSB-PE), admitiu que errou ao votar a favor. Ele disse que a bancada tomou essa posição para tentar evitar que uma anistia fosse aprovada e também para garantir a votação de projetos de interesse do governo.

“Nós do campo progressista, tínhamos duas posições possíveis. Uma era dizer que não aceitássemos discutir nenhum ponto dessa PEC, e arriscar que a anistia passasse, além de ver pautas importantes do governo, como a tarifa social de energia e o Imposto de Renda, boicotadas, ou discutir o texto da PEC, tentar retirar os maiores absurdos e buscar um caminho para barrar a anistia e avançar as pautas populares”, explicou o deputado.

Campos também criticou a forma como foi retomado o voto secreto, aprovado em uma emenda no dia seguinte.

“A PEC passou do jeito que nós não queríamos, inclusive com uma manobra para retomar o voto secreto”, declarou.

https://www.instagram.com/reel/DOwE24mDU1a/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

Outro parlamentar a se retratar foi Merlong Solano (PT-PI), que publicou uma nota pedindo desculpas.

“Não pensem que foi uma decisão fácil. Na política, por vezes somos levados a fazer escolhas difíceis, que exigem renúncias e sacrifícios”, escreveu.

Segundo ele, o voto favorável serviu para “preservar” o diálogo do PT com a presidência da Câmara, comandada por Hugo Motta (Republicanos-PB).

Já a deputada Silvye Alves (União-GO), afirmou que chegou a votar contra, mas voltou atrás após sofrer pressões. Ela contou ainda que recebeu ligações de pessoas influentes do Congresso e decidiu mudar sua posição por medo de retaliações. “Eu segui minha intuição e votei contra. A partir desse momento eu comecei a receber muitas ligações de pessoas influentes do Congresso Nacional. Disseram que com a votação contra eu receberia muitas retaliações. Fui covarde e mudei o voto para que a PEC fosse aprovada. Não queria deixar esse registro na minha passagem pela política”.

Por outro lado, o deputado Thiago de Joaldo (PP-SE) defendeu que a Câmara assuma o erro e prometeu atuar para que a proposta seja barrada no Senado. “Tenho ciência que é impossível agradar a todos no Congresso Nacional. Mas nesse caso é preciso reconhecer que a Câmara errou na mão e o remédio pode ter saído mais letal do que a enfermidade que se queria tratar.”

O parlamentar afirmou que, após ouvir especialistas, percebeu a gravidade da situação. “Reconheço que falhei, peço desculpas e trabalharei para corrigir”.

A PEC

O texto limita a possibilidade de investigação e prisão de parlamentares, além de ampliar o foro privilegiado para presidentes de partidos. A medida também impede que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra processos sem a autorização do Congresso. Por isso, a proposta foi duramente criticada e apelidada por muitos de “PEC da Bandidagem”. Agora, a matéria segue para análise no Senado.

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Deputados federais de diferentes partidos, tanto da base do governo quanto da oposição, usaram as redes sociais nesta sexta-feira (19) para admitir arrependimento após a votação da chamada PEC da Blindagem, aprovada nesta semana na Câmara dos Deputados por 344 votos a favor e 133 contrários.

Os parlamentares chegaram a dizer que votar a favor da PEC foi uma “escolha difícil”, e diante das pressões decidiram votar por “medo de retaliações”.

Entre os que se arrependeram estão deputados do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também de siglas que cogitam deixar a base aliada, como União Brasil e PP.

O líder do PSB na Câmara, Pedro Campos (PSB-PE), admitiu que errou ao votar a favor. Ele disse que a bancada tomou essa posição para tentar evitar que uma anistia fosse aprovada e também para garantir a votação de projetos de interesse do governo.

“Nós do campo progressista, tínhamos duas posições possíveis. Uma era dizer que não aceitássemos discutir nenhum ponto dessa PEC, e arriscar que a anistia passasse, além de ver pautas importantes do governo, como a tarifa social de energia e o Imposto de Renda, boicotadas, ou discutir o texto da PEC, tentar retirar os maiores absurdos e buscar um caminho para barrar a anistia e avançar as pautas populares”, explicou o deputado.

Campos também criticou a forma como foi retomado o voto secreto, aprovado em uma emenda no dia seguinte.

“A PEC passou do jeito que nós não queríamos, inclusive com uma manobra para retomar o voto secreto”, declarou.

https://www.instagram.com/reel/DOwE24mDU1a/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

Outro parlamentar a se retratar foi Merlong Solano (PT-PI), que publicou uma nota pedindo desculpas.

“Não pensem que foi uma decisão fácil. Na política, por vezes somos levados a fazer escolhas difíceis, que exigem renúncias e sacrifícios”, escreveu.

Segundo ele, o voto favorável serviu para “preservar” o diálogo do PT com a presidência da Câmara, comandada por Hugo Motta (Republicanos-PB).

Já a deputada Silvye Alves (União-GO), afirmou que chegou a votar contra, mas voltou atrás após sofrer pressões. Ela contou ainda que recebeu ligações de pessoas influentes do Congresso e decidiu mudar sua posição por medo de retaliações. “Eu segui minha intuição e votei contra. A partir desse momento eu comecei a receber muitas ligações de pessoas influentes do Congresso Nacional. Disseram que com a votação contra eu receberia muitas retaliações. Fui covarde e mudei o voto para que a PEC fosse aprovada. Não queria deixar esse registro na minha passagem pela política”.

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O parlamentar afirmou que, após ouvir especialistas, percebeu a gravidade da situação. “Reconheço que falhei, peço desculpas e trabalharei para corrigir”.

A PEC

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