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Exercícios militares da Venezuela na fronteira com Roraima preocupam governo Lula

Fronteira entre Venezuela e Pacaraima, em Roraima, chegou a ser fechada; Forças Armadas preparam exercícios em resposta.

A Venezuela está promovendo, há alguns dias, uma série de exercícios militares na fronteira com o Brasil: por causa da movimentação de armamento, a fronteira chegou a ser fechada pelo regime de Nicolás Maduro.

É a segunda vez que o fluxo entre os países é interrompido, afetando especialmente a região de Pacaraima, em Roraima.

Circula nas redes sociais vídeo do exercício, que teria sido gravado na fronteira:


Leia mais:

Maduro fecha fronteira da Venezuela com o Brasil e Colômbia

Nicolás Maduro assume novo mandato como presidente da Venezuela, em meio à desconfiança


Segundo o Itamaraty, o governo venezuelano disse que a restrição da circulação entre os países foi feita por “medida de segurança” e seguirá até esta quinta-feira.

Trata-se do primeiro exercício do ano do chamado “Escudo Bolivariano”, como é chamada a operação que, de acordo com Maduro, busca “garantir a paz, a soberania, a liberdade e a verdadeira democracia” na Venezuela.

O Planalto pediu mais informações sobre o que acontece em Pacaraima após informações circularem nas redes sociais de que forças venezuelanas haviam entrado em território brasilleiro, o que foi negado por integrantes do Itamaraty e da Defesa.

A preocupação também tem motivação econômica, pois o fechamento da fronteira atrapalha o comércio em Pacaraima.

Resposta das Forças Armadas

Em resposta aos exercícios do regime de Maduro, as Forças Armadas brasileiras escolheram a fronteira com a Venezuela para o maior exercício do ano. A principal finalidade do exercício é avaliar um gargalo descoberto em 2023. Em dezembro daquele ano, o Exército Brasileiro enfrentou dificuldades no envio de 28 blindados para a fronteira com a Venezuela, quando havia risco de tropas venezuelanas invadirem o Brasil no caminho para dominar a Guiana.

Agora, as Forças Armadas querem testar os ajustes feitos. O exercício vai avaliar a logística brasileira e as capacidades dos blindados. Serão observadas quais estradas em direção a Roraima estão em melhores condições, a velocidade de deslocamento de carros de combate e a partir de quais cidades as tropas devem sair.

Houve um incremento de 10% no efetivo das tropas na região. O reforço foi dividido entre o Comando Militar do Norte e do Comando Militar da Amazônia. O posto de fronteira de Pacaraima (RR) também foi reforçado: o efetivo passou de 70 para 130 militares.

Com informações de O Globo e UOL.

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A Venezuela está promovendo, há alguns dias, uma série de exercícios militares na fronteira com o Brasil: por causa da movimentação de armamento, a fronteira chegou a ser fechada pelo regime de Nicolás Maduro.

É a segunda vez que o fluxo entre os países é interrompido, afetando especialmente a região de Pacaraima, em Roraima.

Circula nas redes sociais vídeo do exercício, que teria sido gravado na fronteira:


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Segundo o Itamaraty, o governo venezuelano disse que a restrição da circulação entre os países foi feita por “medida de segurança” e seguirá até esta quinta-feira.

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O Planalto pediu mais informações sobre o que acontece em Pacaraima após informações circularem nas redes sociais de que forças venezuelanas haviam entrado em território brasilleiro, o que foi negado por integrantes do Itamaraty e da Defesa.

A preocupação também tem motivação econômica, pois o fechamento da fronteira atrapalha o comércio em Pacaraima.

Resposta das Forças Armadas

Em resposta aos exercícios do regime de Maduro, as Forças Armadas brasileiras escolheram a fronteira com a Venezuela para o maior exercício do ano. A principal finalidade do exercício é avaliar um gargalo descoberto em 2023. Em dezembro daquele ano, o Exército Brasileiro enfrentou dificuldades no envio de 28 blindados para a fronteira com a Venezuela, quando havia risco de tropas venezuelanas invadirem o Brasil no caminho para dominar a Guiana.

Agora, as Forças Armadas querem testar os ajustes feitos. O exercício vai avaliar a logística brasileira e as capacidades dos blindados. Serão observadas quais estradas em direção a Roraima estão em melhores condições, a velocidade de deslocamento de carros de combate e a partir de quais cidades as tropas devem sair.

Houve um incremento de 10% no efetivo das tropas na região. O reforço foi dividido entre o Comando Militar do Norte e do Comando Militar da Amazônia. O posto de fronteira de Pacaraima (RR) também foi reforçado: o efetivo passou de 70 para 130 militares.

Com informações de O Globo e UOL.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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