O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus e candidato a deputado estadual pelo Avante, Givancir Oliveira, afirmou nesta segunda-feira (14), que vai recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que indeferiu seu registro de candidatura.
Em entrevista à Rede Onda Digital, ele classificou a decisão como um equívoco da magistrada e negou que tenha cumprido qualquer condenação.
“Recebi na sexta-feira passada, entendo que foi um equívoco da magistrada, até porque eu nunca cumpri uma condenação, eu nunca fui notificado dessa condenação e os advogados recorreram”, afirmou.
O TRE-AM indeferiu o registro por unanimidade na sexta-feira (11), acolhendo entendimento do Ministério Público Eleitoral sobre a suspensão dos direitos políticos do candidato. Ele foi condenado pela Justiça Federal do Amazonas pelos crimes de paralisação de trabalho de interesse coletivo e desobediência.
“Não foi crime de corrupção”, diz sindicalista
Givancir rebateu a associação da condenação a crimes graves. “Deixando claro para a sociedade que não foi crime de lavar dinheiro, de corrupção ou crime hediondo. Essa condenação partiu de uma greve feita para garantir o salário dos trabalhadores, foi feito no exercício da minha profissão, no qual a Constituição protege os sindicalistas, então não poderia ser condenado”, declarou.
Ele afirmou que o processo está no STF e no STJ e disse acreditar em uma reavaliação da decisão.
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Pedido de afastamento do sindicato é chamado de perseguição
Sobre o pedido do Ministério Público para afastá-lo do sindicato, Givancir foi enfático ao classificar a medida como perseguição. “O MPE pedir o meu afastamento da entidade sindical, isso é uma pura perseguição. Eu tenho plena consciência que eu não devo me afastar do sindicato, porque lá é uma entidade privada, não tem dinheiro público”, disse.
Apesar da discordância, Givancir afirmou que vai se afastar temporariamente do sindicato em respeito ao Ministério Público. “Irei me afastar do sindicato até o dia 6 de outubro, não botarei mais o pé no sindicato em respeito ao Ministério Público, embora não concordando”, afirmou.
Recurso segue para o pleno do TRE
Ele disse que já recorreu da decisão do colegiado e, se necessário, entrará com petição ao pleno do TRE. “Vou brigar por esse mandato para disputar a eleição, até porque é uma vontade da categoria que ela tenha uma representação”, declarou.
Givancir também afirmou que vê a decisão como perseguição política. “Quem é que vai querer um operário na Assembleia? Quem é que vai querer na Assembleia um motorista de ônibus para representar o trabalhador? É lógico que eles não querem. A nossa campanha está incomodando muita gente, muitos poderosos, muitos empresários, muitos políticos também renomados na cidade de Manaus, mas se Deus quiser iremos passar por cima desses obstáculos e no dia 4 de outubro sairmos vitoriosos”, concluiu.
