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VÍDEO: General Heleno nega participação no 8/1, xinga e fica em silêncio em CPI

Em depoimento tumultuado, Heleno negou reunião descrita por Cid e se irritou com relatora da CPI, chegando a falar palavrões.

O general Augusto Heleno, ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) durante o governo Jair Bolsonaro, depôs nesta terça, 26, à CPI mista que investiga os atos de 8 de janeiro em Brasília. No depoimento, que teve momentos tumultuados, Heleno negou participação nos atos, rebateu críticas do seu sucessor no GSI, o general Gonçalves Dias, e até xingou.

O general aproveitou os 15 minutos antes das perguntas para se defender. Ele ressaltou que estava fora do cargo no dia das invasões, e que considerava o acampamento em frente ao quartel-general do Exército em Brasília como “ordeiro e pacífico”. Segundo Heleno, o GSI não monitorou o local.

Ele também falou que não tem conhecimento da reunião descrita na delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid: Segundo a delação de Cid, após a derrota nas eleições Bolsonaro teria se reunido com representantes das Forças Armadas para discutir uma proposta de intervenção militar. Heleno disse:

“Não [sei de reunião] e eu quero esclarecer que o tenente-coronel Mauro Cid não participava de reuniões, ele era ajudante de ordens do presidente”.


Leia mais:

Homem preso por bomba em Brasília negocia delação com a CPI do 8/1

Gonçalves Dias diz à CPI que deveria ter sido “mais duro” com golpistas em 8/1


A reunião foi tumultuada: Assim que entrou, Heleno foi aplaudido por parlamentares bolsonaristas. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPI, foi interrompida pela oposição várias vezes ao tentar fazer perguntas espinhosas. Depois, Eliziane chegou a debochar da insistência de Heleno em dizer que não sabia de vários encontros entre militares e Bolsonaro, e disse que ele nunca sabia do acontecia.

Em dado momento, Heleno se irritou e chegou a falar palavrões durante o questionamento. Ele disse:

“Ela fala coisas que ela acha que estão na minha cabeça. Po***, é pra ficar pu**, né? Pu** que pariu”.

Veja abaixo:

Na maior parte da sessão, Heleno ficou em silêncio usando de seu direito concedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A sessão foi suspensa quando o Presidente da CPI, Arthur Maia, pediu para a segurança retirar o deputado Abilio Brunini da comissão após ele interromper por várias vezes a fala da deputada Duda Salabert.

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O general Augusto Heleno, ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) durante o governo Jair Bolsonaro, depôs nesta terça, 26, à CPI mista que investiga os atos de 8 de janeiro em Brasília. No depoimento, que teve momentos tumultuados, Heleno negou participação nos atos, rebateu críticas do seu sucessor no GSI, o general Gonçalves Dias, e até xingou.

O general aproveitou os 15 minutos antes das perguntas para se defender. Ele ressaltou que estava fora do cargo no dia das invasões, e que considerava o acampamento em frente ao quartel-general do Exército em Brasília como “ordeiro e pacífico”. Segundo Heleno, o GSI não monitorou o local.

Ele também falou que não tem conhecimento da reunião descrita na delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid: Segundo a delação de Cid, após a derrota nas eleições Bolsonaro teria se reunido com representantes das Forças Armadas para discutir uma proposta de intervenção militar. Heleno disse:

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Em dado momento, Heleno se irritou e chegou a falar palavrões durante o questionamento. Ele disse:

“Ela fala coisas que ela acha que estão na minha cabeça. Po***, é pra ficar pu**, né? Pu** que pariu”.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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