Candidato a deputado federal pelo Republicanos, Hissa Abrahão destacou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (30), sua trajetória na vida pública. Ele foi vereador de Manaus de 2009 a 2012, vice-prefeito da capital de 2013 a 2014 e deputado federal pelo Amazonas de 2015 a 2019.
Na entrevista, Hissa também comentou suas escolhas eleitorais, explicou o uso da expressão “Facção do Bem” na campanha e se posicionou ideologicamente como candidato de direita.
Balanço dos mandatos
Ao fazer um balanço da carreira, Hissa afirmou que cada mandato teve uma marca própria. Segundo ele, na Câmara Municipal de Manaus o trabalho foi voltado principalmente à área cultural, com uma lei que, conforme sua declaração, buscou valorizar artistas locais.
Na Vice-Prefeitura e na Secretaria Municipal de Obras (Seminf), o candidato citou intervenções em Manaus. Entre os exemplos estão o asfaltamento de uma área que chamou de “quadrilátero da Copa” e a entrega de obras na Ponta Negra e no Mercado Municipal Adolpho Lisboa.
Na Câmara dos Deputados, destacou uma legislação de segurança pública. Segundo ele, uma das iniciativas do mandato foi a aprovação da lei que passou a considerar crime hediondo o assassinato de policiais.
“Uma trajetória de dedicação, uma trajetória de muitos projetos aprovados e de muitas obras executadas. Enfim, cada mandato tem uma marca”, afirmou.
Alianças eleitorais
Embora o Republicanos integre uma composição política que apoia outros nomes na disputa estadual e para o Senado, Hissa declarou apoio ao deputado federal Alberto Neto (PL) para o Senado e disse que já havia apoiado Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.
Ele afirmou que o Republicanos deixa os candidatos livres para definir seus apoios. Na avaliação de Hissa, essa autonomia permitiu que adotasse posições próprias sem restrições internas.
“O Republicanos, ele deixa os seus candidatos à vontade para decidir. E, portanto, eu apoiei o Flávio Bolsonaro para presidente e o Alberto Neto para o Senado. E em nenhum momento o Republicanos me toliu por conta disso”, explicou.
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Expressão “Facção do Bem”
Hissa também comentou a decisão da Justiça Eleitoral que determinou a retirada da expressão “Facção do Bem” da fachada de seu comitê de campanha. Segundo ele, a frase foi criada como contraponto ao termo “facção do mal” e representa um movimento formado, de acordo com sua definição, por jovens e outras pessoas que defendem valores como fraternidade, paz e convivência social.
Ao explicar a escolha, Hissa distinguiu o sentido etimológico da palavra “facção” de sua associação atual a grupos criminosos. Para ele, a expressão busca fazer um contraponto às organizações criminosas e chamar a atenção para um movimento que, segundo sua proposta, defenderia o bem e a normalidade social.
“É uma forma de a gente chamar a atenção de que existe um grupo de pessoas que pensa o bem contra esse movimento que é do mal”, declarou.
