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Irmã de Marielle, ministra Anielle Franco se filia ao PT na presença de Lula

Nesta terça-feira (02/04), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em evento no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da primeira-dama, Janja da Silva.

Durante o evento, o presidente Lula afirmou que a nova integrante do partido não deixará o ministério para ser candidata nas eleições de 2024.

“Ela me disse que não tem nenhuma pretensão de disputar nenhum cargo agora em 2024. Ela quer ser ministra até o último momento. Mas, quando terminar, quando chegar perto do final do governo, tem eleição em 2026. Aí, aí pode dar um mexerico nela e ela, então, querer ser candidata a alguma coisa”, disse Lula.

A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do partido, também participou do evento, assim como outras personalidades políticas: Aloízio Mercadante, Benedita da Silva, Edson Santos, Lindbergh Faria, Marcelo Freixo, entre outros.


Saiba mais: 

Anielle Franco é empossada como ministra da Igualdade Racial

Sessão de aniversário de 44 anos do PT termina em confusão na Câmara


A nova filiada do PT era um dos nomes cotados para ser indicada ao posto de candidata a vice-prefeita de Eduardo Paes (PSD), que concorre à reeleição no pleito desse ano.

A cerimônia de filiação de Anielle aconteceu oito dias após a prisão de suspeitos de serem mandantes do assassinato de sua irmã, Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“A minha trajetória política não começou no dia 14 de março (data da morte de Marielle), minha trajetória política não começou quando eu tomei posse como ministra. A minha trajetória política começa a se formar na favela da Maré, quando ainda muito nova a minha mãe e minha irmã me protegiam das balas perdidas. Ela começa no dia que faltava luz e a gente corria pro vizinho pra pegar uma vela. (…) Porque os corpos negros eles são políticos desde sempre. A gente sobrevive e a gente vive diariamente resistindo”, disse a ministra.

“Eu chego aqui também por Marielle Franco, não pela covardia que fizeram com a minha irmã, não pela brutalidade que fizeram, mas pelo que ela significa”, completou Anielle.

Durante o evento, Lula se dirigiu aos militantes e pediu para serem “mais aguerridos”.

“É importante que vocês tenham clareza, é que nós estamos vivendo um momento histórico diferente do que a gente conhecia. É a primeira vez que a gente ganha uma eleição e a gente tem um adversário que conta 50 mentiras por dia, que faz fake news (…) Então o militante do PT agora tem que ser mais militante, tem que ser mais corajoso, tem que ser mais aguerrido, porque agora não é brincadeira”, afirmou.

“Todo santo dia a sociedade brasileira está sendo vítima, aqui no Brasil, nos Estados Unidos, na Argentina, na Espanha, em Portugal, na Alemanha, na Hungria, ou seja, em toda parte do mundo, o nazismo e o fascismo voltou com uma força, que nós temos que nos preparar, nos preparar para quê? Nos preparar para garantir a sobrevivência da democracia, porque se não fosse a democracia, a gente não estaria aqui”, acrescentou.

Primeira ministra da Igualdade Racial do Brasil, Anielle Franco, de 39 anos, assumiu o cargo no governo Lula sem estar filiada a nenhum partido. Natural do Rio de Janeiro e da comunidade da Maré, ela ascendeu na política após a morte da irmã, Marielle Franco, que era vereadora do PSOL e foi assassinada em março de 2018.

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Nesta terça-feira (02/04), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em evento no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da primeira-dama, Janja da Silva.

Durante o evento, o presidente Lula afirmou que a nova integrante do partido não deixará o ministério para ser candidata nas eleições de 2024.

“Ela me disse que não tem nenhuma pretensão de disputar nenhum cargo agora em 2024. Ela quer ser ministra até o último momento. Mas, quando terminar, quando chegar perto do final do governo, tem eleição em 2026. Aí, aí pode dar um mexerico nela e ela, então, querer ser candidata a alguma coisa”, disse Lula.

A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do partido, também participou do evento, assim como outras personalidades políticas: Aloízio Mercadante, Benedita da Silva, Edson Santos, Lindbergh Faria, Marcelo Freixo, entre outros.


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A cerimônia de filiação de Anielle aconteceu oito dias após a prisão de suspeitos de serem mandantes do assassinato de sua irmã, Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“A minha trajetória política não começou no dia 14 de março (data da morte de Marielle), minha trajetória política não começou quando eu tomei posse como ministra. A minha trajetória política começa a se formar na favela da Maré, quando ainda muito nova a minha mãe e minha irmã me protegiam das balas perdidas. Ela começa no dia que faltava luz e a gente corria pro vizinho pra pegar uma vela. (…) Porque os corpos negros eles são políticos desde sempre. A gente sobrevive e a gente vive diariamente resistindo”, disse a ministra.

“Eu chego aqui também por Marielle Franco, não pela covardia que fizeram com a minha irmã, não pela brutalidade que fizeram, mas pelo que ela significa”, completou Anielle.

Durante o evento, Lula se dirigiu aos militantes e pediu para serem “mais aguerridos”.

“É importante que vocês tenham clareza, é que nós estamos vivendo um momento histórico diferente do que a gente conhecia. É a primeira vez que a gente ganha uma eleição e a gente tem um adversário que conta 50 mentiras por dia, que faz fake news (…) Então o militante do PT agora tem que ser mais militante, tem que ser mais corajoso, tem que ser mais aguerrido, porque agora não é brincadeira”, afirmou.

“Todo santo dia a sociedade brasileira está sendo vítima, aqui no Brasil, nos Estados Unidos, na Argentina, na Espanha, em Portugal, na Alemanha, na Hungria, ou seja, em toda parte do mundo, o nazismo e o fascismo voltou com uma força, que nós temos que nos preparar, nos preparar para quê? Nos preparar para garantir a sobrevivência da democracia, porque se não fosse a democracia, a gente não estaria aqui”, acrescentou.

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