O presidente Lula (PT) criticou nesta quinta-feira (2/7) o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que os Estados Unidos adiem por 180 dias a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil “não está à venda” e disse que não existe motivo para a adoção de um tarifaço, seja antes ou depois das eleições presidenciais.
A manifestação do presidente ocorreu após Flávio enviar um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). No texto, o senador argumenta que a cobrança de uma tarifa adicional de 25% durante o período eleitoral poderia fortalecer politicamente o governo federal e, por isso, defende que a medida seja aplicada apenas após a disputa nas urnas.
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Lula atribuiu as ameaças de novas tarifas à atuação da família Bolsonaro e classificou a iniciativa de Flávio como um ato contra os interesses do país.
“O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros”, declarou o presidente.
“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”, completou.
Essa não é a primeira vez que Lula utiliza a expressão “traidores da pátria” ao se referir à família Bolsonaro. O presidente já havia feito críticas semelhantes ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que, em 2025, agradeceu publicamente ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
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O presidente Lula (PT) criticou nesta quinta-feira (2/7) o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que os Estados Unidos adiem por 180 dias a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil “não está à venda” e disse que não existe motivo para a adoção de um tarifaço, seja antes ou depois das eleições presidenciais.
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